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Coluna do Enio – Não existe treino feio

O título desta coluna está parafraseando com uma leve mudança a famosa frase do Dario Maravilha, que dizia que não existe gol feio. Feio é não fazer gol. Pois bem. Não existe treino feio, feio é não treinar. Por pior que seja o dia, por pior que saia o treino, não vai ser tão ruim quanto não treinar. Na última coluna, falei dos dias ruins.

Eles vão existir. Até mesmo em uma corrida, naquela prova alvo tão esperada. Então, vamos treinar! Respeitando as dores e avisos do corpo, mas sabendo diferenciar o que é exaustão e esgotamento do que é frescura e preguiça. Esta introdução toda é para falar que no último domingo, dia 14 de junho, chegou ao fim minha segunda planilha de treinamento com o Adriano Bastos.

Vou para a terceira planilha. Cada planilha é composta de quatro semanas. Comecei em 20 de abril, depois da Meia Maratona de Balneário Camboriú. Como pouco gosto de dados e estatísticas, anotei algumas coisas. Cada planilha tem 28 dias. Logo, duas planilhas têm 56 dias. Desses 56 dias, cada planilha tinha 22 dias de treino e 6 dias de descanso. Na soma, 44 dias de treino e 12 de descanso, geralmente nas sextas e domingos. Em dias de provas, o domingo e a sexta podem não ser de descanso.

Em números, 78,57% dos dias eram de treinos e 21,43% de descanso. Desses 44 treinos da planilha, não fiz apenas um, o treino da segunda-feira depois da Corrida Adria Santos em Joinville. Dormir pouco no sábado e dormir mal (ou mal dormir) na ida e volta da viagem, além de dormir tarde e ter que acordar cedo no dia seguinte, deixaram-me podre na segunda-feira. Só conseguia pensar em dormir. E assim fiz por mais de cinco horas.

Fora esse treino, não “perdi” nenhum outro. Nem por preguiça, nem por chuva, nem por nada. Às vezes, um pouco mais tarde, mas não perdi. Um aproveitamento de 97,72% dos treinos. Pelo menos, nos treinos consigo ter disciplina. Alguns não saíram no ritmo, outros saíram melhor do que o planejado. Entre dias bons e ruins, seguimos treinando porque, parece-me óbvio, está ajudando nos resultados.

Desde que comecei a treinar com o Adriano, participei de três provas, duas de 5 km e a Meia de Floripa no último domingo. Consegui tempos que me deixam bem satisfeitos. Sobre a meia de Floripa devo falar na próxima coluna. Em resumo, para quem gosta de saber só o tempo, corri em 1:42:30. Foi bom, mas poderia ter sido melhor. Segunda começou uma nova planilha e vamos em frente.

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2 thoughts on “Coluna do Enio – Não existe treino feio

  1. Disciplina e’ complicado… envolve muito mais o emocional que o fisico mesmo. Envolve a habilidade de dizer NAO: Vamos sair hoje: Nao, tenho que treinar… “de novo”? como se o nosso treino fosse 2 vezes por semana. Na minha planilha, o descanso ‘e 1 vez por semana, o que torna ainda mais dificil. Ou questao de planejamento: Que horas correr? Depois do trabalho? Frio, chuva? Eu infelizmente nao gosto de esteira, mas e’ a saida para quando preciso treinar as vezes 9, 10 hrs da noite. Preciso resolver as coisas, quando olho no relogio, 10 hrs! Cansada, sim, mas como vc falou, disciplina. Coloque o seu cansaco no bolso, o tenis no pe e vamos. Gostei: nao existe treino feio. Feio ‘e nao treinar 🙂

    1. Tem que correr a hora que der. Às vezes, a hora que dá não dá. É complicado. Sempre se tem um jeito, mas tem momentos que precisamos fazer malabarismos. Por sorte, no atual momento, tenho horários sobrando para encaixar os treinos.

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