A falácia do objetivo

Dizem que ter um objetivo é bom para se manter motivado e correndo, que o objetivo não te deixa desanimar e parar. Sim, até é verdade, mas cheguei à conclusão de que esse objetivo não pode ser tão a longo prazo. Ontem, falei sobre quando voltar e mencionei a Asics Golden Run Brasília, que só acontece lá longe, em novembro, e que não tinha muita motivação para correr em junho.

Ontem, por exemplo, quarta-feira, sem dores aparentes, poderia sair normalmente para correr. Nada me impedia, exceto a falta de vontade e o temporal que caiu. Frio, chuva e prova alvo distante. Correr, eu? Não tem como, não nessa situação. Até acordei cedo, ali pelas 8h30 (no atual momento, é cedo), mas só saí da cama quase 10h. O objetivo longe não me tirou debaixo das cobertas.

Comparando com o ano passado, meus objetivos estavam mais próximos no inverno. Claro que o inverno não foi tão frio como o deste ano, mas as provas eram em agosto, outubro e novembro. Consegui manter a disciplina e perder poucos treinos, correndo inclusive na chuva, no vento e no frio.

Neste ano, está tudo diferente, Prova longe, clima frio e algumas paradas por lesão. O objetivo tem que estar próximo, principalmente se acontecem essas paradas. Assim, fica mais fácil para voltar. Por enquanto, seguimos de repouso. Desta vez, ficar sem correr não está me incomodando muito.

Talvez sexta eu tente um trote. Talvez. Hoje não fui correr de novo por causa da ressonância que vou fazer no joelho. O médico pediu para fazer uma no meio do ano para ver como estava, já que não sinto dores no local. O que é mais um dia sem correr para quem já está parado desde 15 de junho, né? Nove dias não são nada. Pode ser que alcance os dez.

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