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XVIII Volta Internacional da Pampulha – 04/12/2016

Esta foi a 18ª edição da Volta da Pampulha. Estive em Belo Horizonte para participar da prova. Hoje vou falar só do que envolveu a corrida. A parte da viagem fica para os próximos posts.

A retirada de kit aconteceu na sexta e sábado anteriores ao evento no estacionamento do Estádio Mineirão. Pelo que soube, na sexta e no sábado pela manhã tinha bastante fila para pegar o kit. Eu e a Ju fomos no sábado à tarde, depois do almoço, e não encontramos nenhum problema. Estava muito tranquilo. Bem fácil e rápido para retirar. Primeiro, apresentava o documento e pegava o número e chip. Com eles em mãos, íamos mais à frente onde pegávamos a camiseta e o resto do kit. É legal destacar que estava tudo dividido por baias. Para pegar os números, as baias estavam divididas de 1.000 em 1.000. Se não me engano, ia até o número 15.000 ou 16.000. Na sequência, as baias eram divididas no tamanho e modelo das camisetas, como masculino G e feminino M.

Após a retirada do kit, começava a expo. Tinha vários estandes de várias marcas e empresas. Muitos mesmo. Era um caminho que percorríamos dando voltas. Tipo um labirinto até a saída. Achei bem organizada e com um tamanho adequado ao evento. Bem melhor do que eu tinha visto em 2012. Havia também uns painéis da prova e aquelas letras gigantes que diziam EU VOU. Retiramos o kit e era só preparar para correr.

A previsão do tempo indicava desde o início da semana que a Volta da Pampulha seria pelo menos nublada. Abafada também, provavelmente. E poderia chover, mas era a possibilidade mais remota. Sexta e sábado foram dias bem quentes, nenhum sinal de chuva. Eis que no fim da noite de sábado cai a tão esperada chuva. Ela ia e voltava e na madrugada de domingo, ali pelas 4, 5 horas, choveu muito forte. Se a prova fosse com aquela chuva, não ia ser nada agradável. Chuva leve seria melhor, porque queria fazer vídeos para o Por Falar em Corrida No entanto, foi só uma chuva de verão que foi diminuindo à medida que a largada da prova se aproximava. Perto das 7 horas, a chuva parou. Com isso, a parte inicial da corrida seria mais fresca.

A largada do pelotão geral foi às 8 horas. Para chegarmos até lá, tivemos que caminhar quase 15 minutos. Estávamos na casa da Run&Fun e o caminho até o curral era longo. Não sabia que as assessorias alugavam casas para receber os alunos e convidados na Volta da Pampulha. É uma coisa bem mais legal do que as tendas que vejo bastante em provas. Tem um conforto maior e menos tumulto. Na da Run&Fun, depois da prova tinha food trucks, comidas, bebida, massagens, outros produtos e até uma banquinha vendendo brigadeiros. Fora que o local que fiquemos era de frente para a Pampulha. Bem bonito.

Mesmo chegando antes das 7:30 para alinhar, já estava bem cheio. Isso que fomos andando para frente o máximo que deu. Acredito que demoramos quase 5 minutos para passar pelo pórtico, mas nem pareceu. Nesse percurso até a largada percebi muitos banheiros. Seja nas ruas que levavam até a aglomeração, seja nas laterais de onde estávamos, banheiro não faltou. E nem poderia. A organização falava em pelo menos 15 mil corredores. No resultado da prova, constam 10646 registros de concluintes. De qualquer forma, foi muita gente. CONFIRA O RESULTADO AQUI

Esse número e a largada sem ondas e sem ordem leva àquele velho problema de quase todas as corridas grandes do Brasil: ou você chega muito cedo para largar lá na frente ou  prepare-se para não conseguir correr durante os quilômetros iniciais da prova. Tem outras duas opções também. Uma delas depende de você, mas não é muito barata: fazer a inscrição para o Pelotão Premium (este ano estava em R$ 400,00). Você gasta mais, mas não pega trânsito nenhum. O caminho fica livre. A outra opção é ser convidado pela organização da prova. Essa já não depende de você. Se for que nem eu, sem inscrição VIP e sem vontade de largar lá na frente, vai ter congestionamento.

Tendo isso em mente, o melhor a fazer é ser paciente e não estipular metas audaciosas de tempo. O risco de não conseguir é muito grande. Fora a frustração e irritação com tanta gente “atrapalhando a sua corrida”. Ainda que os primeiros quilômetros não sejam tão estreitos, são muitas pessoas correndo no mesmo lugar. Como fui sem objetivo de tempo, não tive maiores problemas. Nem logo no começo me incomodei. Algumas pessoas caminhando com 2 minutos de prova e alguns desvios aqui e acolá, mas nada que interferisse no meu ritmo. Quem pensava em correr mais rápido, certamente encontrou dificuldades. O tempo todo você corre rodeado de pessoas. Do 1º km até a chegada foi assim. Em nenhum momento o estive sozinho e com o caminho totalmente livre.

O percurso faz a volta na Lagoa da Pampulha e é bem bonito. Para quem é de fora, as novidades e paisagens aparecem a cada quilômetro praticamente. Havia bandas e baterias tocando e fazendo barulho. A hidratação estava bem distribuída. A cada posta, havia várias bacias. Como não bebi água, não tenho muita noção se faltou água ou se estava quente. O que vi foi muita gente indo logo na primeira ou segunda bacia e as últimas livres. Nesses momentos, o caminho ficava um pouco livre. A maioria das pessoas ia para os lados pegar a água e o meio da rua ficava bem tranquilo para correr. Além disso, perto do km 13 tinha água de coco Obrigado. Não peguei também, mas foi que nem na água. Muitos corredores foram pegar. Ouvi de alguns que era melhor que ali fosse isotônico. Para mim, tanto fez.

Durante a corrida, a cada posto de hidratação tinha também banheiros químicos. Aproveitei e fiz uma parada no km 7. A prova é tão cheia que tinha fila para ir ao banheiro DURANTE a prova. Fiquei na fila uns 3 ou 4 minutos, mas o alívio para correr depois disso é quase indescritível. Corri fazendo vários vídeos. O vídeo está no nosso YouTube. Foi uma corrida bem legal. Terminei em 2:01:38. Corremos em um ritmo bem tranquilo e confortável. No pós-prova, mais um caminhada e os corredores receberam água, água de coco, uma maçã, uma ameixa, pão de mel, torrone de amendoim e um iogurte. Em seguida, pegávamos a medalha. Dali, era só andar mais um tanto para voltar à casa da Run&Fun.

Foi uma corrida bem redonda. Não tive nenhum problema na retirada do kit, na corrida, com nada. Claro que a largada poderia ser melhor organizada, mas isso não é algo que vai acontecer. A diferença principal da Pampulha para a São Silvestre, para mim, é a data em que acontece. Viajar e visitar uma cidade no começo de dezembro é bem melhor do que viajar para correr no último dia do ano no meio do tumulto. Belo Horizonte, apesar de não ter voos diretos de Florianópolis, é uma opção melhor. Se a Volta da Pampulha acontecesse, por exemplo, no último dia do ano, com certeza teria menos vontade de ir.

Uma outra coisa para destacar é que a largada da Volta da Pampulha foi com homenagens para a Chapecoense. Foi lido um texto e feito um minuto de silêncio em respeito. Foi o minuto de silêncio mais longo e próximo de um minuto do qual participei. Após esse minuto de silêncio, uma salva de palmas dos atletas. As palmas duravam até cada corredor passar pela linha de chegada. Foi muito bonito. Além disso, não tocou música na largada. O som do início da prova foram as palmas dos corredores.

Este ano, garanti a inscrição da Volta da Pampulha ainda em janeiro, quando abriu o lote promocional. A Yescom está fazendo isso com bastante frequência. Inclusive, algumas provas do ano que vem já tem inscrições promocionais. A da Volta da Pampulha, se seguir a tendência, deve abrir no começo de 2017. Paguei só R$ 70,00. Recomendo ficar de olho nessas lotes iniciais. Às vezes, é bom garantir a inscrição com um preço menor. Se der para ir, vai. Se não der, o valor gasto foi bem menor. Fiz isso e só precisei tentar achar uma passagem em conta.

kit volta da pampulha
Kit
brigadeiros
Brigadeiros que comprei em uma banquinha que estava na casa da Run&Fun
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Enio Augusto
Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.
http://porfalaremcorrida.com/blogdoenio

4 thoughts on “XVIII Volta Internacional da Pampulha – 04/12/2016

  1. A água de cocô no posto de hidratação estava quente nas primeiras bacias, pois o pessoal pegava e acabava muito rápido, não dava tempo de gelar. Eu peguei um pouco a frente, mas independente da temperatura era dum saber horrível, por isso creio que a maioria dizer preferir gatorade no lugar desta “obrigado”. Mas em si prova muito boa!

    1. Pessoal fala que é água de coco “não, obrigado” haha. Da hidratação não tenho como falar, pois não peguei em nenhum ponto, mas acredito que o pessoal mais de trás pode ter encontrado as águas quentes justamente pelo tempo de reposição. Para mim, a prova foi muito boa.

  2. É a marca de água de coco que compro aqui pra casa. Mas também não gosto dela pura não. Uso pra fazer suco. É a marca que compro porque não tem nos ingredientes aqueles químicos de nomes esquisitos, como a maioria das outras marcas. É só água de coco mesmo.

    1. Pois é, já vi os ingredientes dela e diz que só tem água de coco. Eu não acredito muito nas coisas que vem em embalagens. Para mim, tem mais coisa ali haha. Na dúvida, só tomo água de coco vinda direto do coco.

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