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Último

Na noite passada, tive um sonho. Ter sonhos é algo até comum. O estranho é eu lembrar do que sonhei. Toda a situação do sonho foi inusitada. Sonhei que eu estava me lembrando da corrida que cheguei em último lugar em 2008. E essa lembrança me deu a ideia de fazer um post sobre esta corrida na qual fui o último e honroso colocado, o mais aplaudido da corrida.

Por sorte, acordei lembrando do sonho. Não poderia deixar essa ideia de post passar sem registrar. Tenho cinco dias por semana para escrever, tudo pode ser aproveitado. Voltando ao sonho que me fez lembrar da realidade. O fato ocorreu na segunda corrida da minha vida, uma corrida na Avenida das Torres, aqui em São José.

Aqueles erros de amadores que começam a correr e se sentem os melhores do mundo depois da primeira corrida de 10 km em que tudo deu errado. Enfim, lá fui eu correr naquele monte de morro e sobe e desce da Avenida das Torres. Não podia dar certo. Foi um sofrimento muito grande, premiado com aplausos sem fim e a música com o tema da vitória para minha chegada triunfal.

Fiz 8 km em 1h04. Naquela época não tinha GPS e também não tinha certeza das distâncias, mas pelo que me lembro, ritmo de 8 min/km parece algo bem adequado e condizente com aquela realidade. O mais estranho de tudo é que havia uma senhora de mais idade atrás de mim. Só que estranhamente, no último retorno da prova, não a vi mais.

Sobre o retorno. Acho que o staff estava querendo ir embora logo e disse que eu podia fazer o retorno um pouco antes. Assim fiz. E nada da senhorinha aparecer. Tenho para mim que ela fez o retorno bem antes. Sei lá. Azar o dela. Eu fiquei com as glórias e aplausos efusivos por ser o último lugar. Foi a única vez que cheguei em último e a única que fui tão aplaudido.

Uma parte importante nessa história foi a minha tia Eni. A organização já estava desmontando as coisas para começar a premiação, mas eu ainda não tinha chegado. Ela alertou o pessoal e disse que ainda faltava o sobrinho dela. Depois de um tempo, apareci triunfante. E aí, muito por causa dela, teve música e aplausos em uma potência maior do que o normal. Assim foi a minha história de último lugar em uma corrida.

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Enio Augusto
Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.
https://porfalaremcorrida.com/blogdoenio

2 thoughts on “Último

  1. Foi isso mesmo
    detalhe dia primeiro de maio meu aniversário
    depois dessa corrida viemos na minha casa comer lasanha bolo e pudim
    Foi um dia memorável
    Aguardo ansiosamente que nesse ano no mesmo dia você me de a honra de te colocar a medalha
    DESAFIO AVENIDA DAS TORRES troféu Eni Griss
    obrigada sobrinho querido

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