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Placas que não dizem nada

Um dia, alguém teve a ideia muito boa de que seria legal colocar placas indicando a quilometragem de uma corrida. Daria uma noção para quem estivesse correndo. A ideia é excelente. Em um mundo ideal, você só precisaria de um relógio cronômetro com voltas e a cada placa apertar o botão para ver qual foi seu ritmo naquele quilômetro. Seria muito perfeito. Perfeito demais para funcionar assim na prática. O que mais vemos nas corridas são placas colocadas aleatoriamente, variando conforme a vontade de quem está fazendo este serviço.

O GPS do relógio não é preciso, não é exato, mas na sua inexatidão marca cada quilômetro com mais constância do que as placas nas corridas. Na Track&Field do último domingo aconteceu isso. Até o 2º km, havia uma certa similaridade entre apito do GPS e a placa, dentro do esperado. No retorno, começou a várzea. Veio o apito do 3º km e demorou muito para aparecer a placa do quilômetro. Na Beira Mar Norte, toda reta e plana, o sinal do GPS não tem muito para onde ir e se perder. Eram, que novidade!, as placas que estavam mal colocadas.

No retorno, para começar a segunda volta, foi pior. O apito do GPS era MUITO antes das placas. O GPS indicar a parcial do quilômetro antes é algo normal e esperado pela falta de 100% de precisão, mas naquela situação era visível que não estava certo. Pois bem. Se o padrão seguisse, com o GPS apitando antes, ele marcaria mais de 10 km, né? No fim, não vi nenhum GPS marcando 10 km ou mais. Minha conclusão: quem colocou as placas fez de qualquer jeito e não se preocupou muito com quem ia correr.

Outra coisa que notei foram marcações de quilometragem pintadas no chão. Diziam algo como T&F e um número de quilômetro. Não sei se era para aquela corrida ou se eram de corridas passadas. Só sei que nenhuma daquelas marcações coincidia com as placas. Bem estranho. Até nem acho que esse descuido das placas seja algo consciente de quem faz a prova, mas confiar em pessoas para colocarem placas de quilômetros tende a dar errado. Ainda mais quando são staffs que não correm. Por isso, o GPS ainda pode salvar ritmos. Não acredite tanto no GPS, mas desconfie MUITO das placas.

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Enio Augusto
Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.
https://porfalaremcorrida.com/blogdoenio

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