Enio Diário

Pista em Videira

Como falei no outro post sobre a viagem, além da rodagem pelos morros de Videira, subindo e descendo, também tive a oportunidade de conhecer e correr na pista que tem lá. Essa pista eu sempre via pelas imagens do mapa nos treinos do Alexandre, mas não sabia como era na prática. Na quarta-feira, no treino de rodagem, fomos até a pista e demos uma volta nela. Não é nada de material sintético e todas as outras frescuras que as pistas oficiais e de nível internacional tem. Ela é de areia batida, pedrinhas, mas muito funcional. E tem 400 metros. Já foi utilizada nos Jogos Abertos da região. Coloquei algumas fotos para ter uma ideia de como ela é.

É uma pista bem jeitosa, que cumpre muito bem a sua função. Fica ao lado do Ginásio Medalhão e é aberta ao público. Vai quem quer, quando quer. Vi algumas pessoas andando por lá durante o treino. Em dias de chuva e no dia seguinte, fica impraticável correr ali. No entanto, em dias de sol, ela fica perfeita para correr e fazer treinos. Dei sorte que nos dois dias de treinos em Videira não choveu. E na quinta-feira a pista estava em condições de uso. Aliás, foi um dia bem quente. Começamos o treino pouco depois das 7h30 e já dava para sentir que não ia ser fácil. Como bônus, ainda tinha vento. Ou seja, metade da volta era feita com vento contra, não importava a direção.

O treino previsto para o dia era um intervalado de 14 x 2’30”, com intervalo de 1’20” de trote. Como estava na pista, modifiquei para tiros de 400 metros. Pensei em fazer de 18 a 20 repetições, mas o calor e o treino do dia anterior, o calor, a viagem e a meia maratona me fizeram reduzir esse número. Acabei fazendo 15 x 400 metros, com intervalo de 1′ de trote. Esse intervalo variava muito, dependia até onde ia na pista e tal. Antes do treino, achava que poderia ser uma chatice sem fim correr uma hora em um percurso de 400 metros, dando várias e várias voltas. Para minha surpresa, foi muito tranquilo. Depois de um tempo, já sabia os detalhes e a melhor direção para correr. Parecia que correndo em sentido horário pegava um pouco menos de vento.

Claro que fui com o GPS porque não poderia perder essa oportunidade de ver como ele marcaria as distâncias. Utilizei o lap manual. Quanto mais por dentro da pista, mais próximo dos 400 metros. Tem lógica, mas eu precisava ver na prática. Foi um treino muito bom e uma ótima descoberta. E pensar que aqui onde moro não tem uma pista assim aberta ao público. Não precisa ser padrão IAAF, tipo a da UFSC, que quase ninguém tem acesso. Basta ser uma pista de 400 metros. Na Beira Mar de São José tem um BOCHÓDROMO, mas não uma pista. Aliás, tem uma de uns 200 metros ao lado da Fundação de Esporte, mas não é nada animador. A viagem rendeu uma experiência de correr pela primeira vez em uma pista. Gostaria de repetir mais vezes. Pena que é tão raro achar uma pista em quase qualquer lugar.

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Enio Augusto
Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.
http://porfalaremcorrida.com/blogdoenio

4 thoughts on “Pista em Videira”

  1. Nunca corri em pista. Sempre vejo o pessoal no Reddit falando sobre seus treinos em pistas locais como a coisa mais natural do mundo e nunca sequer vi uma na vida. Deve ser muito legal mesmo.

    1. Nos Estados Unidos e Europa é normal. É quase como os campinhos de futebol aqui. Quem tem um pista para treinar no Brasil pode se considerar um privilegiado.

  2. Acredito que para treinos intervalados e de ritmo a pista é ideal. Um detalhe importante e a referência.Na pista você consegue perceber a evolução. A parte ruim é trabalhar a mente, mas se conseguir um amigo pra ir junto ajuda, e cada um pode ir no seu ritmo.
    Um grande abraço e sempre que estiver por aqui da um tok.

    1. Percebi isso. Qualquer mínimo detalhe e o tempo já saía diferente. É uma ótima referência.
      Sempre que for, avisarei. Abraço!

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