Pies Descalzos

O título do post de hoje tem a ver com o treino que fiz sexta e também porque falar em pés descalços sempre vai me lembrar da música da Shakira que tem este nome. Neste fim de dezembro, estou fazendo uns trotezinhos de 15 a 20 minutos, sem compromisso e sem registrar, só para sentir como o joelho reage e para tentar voltar aos poucos. Como é mais devagar e por pouco tempo, consigo em concentrar mais na pisada.

Desde que fiz a Golden Four DF, venho focando nisso e já senti diferença de quando pisava com o calcanhar para agora. Essa última parada de 15 dias fez as panturrilhas se desacostumarem um pouco, mas isso volta com a prática. Na sexta, aproveitando esse momento devagar quase parando, de adaptações e de reaprender a correr, optei por fazer algo que nunca tinha feito até então por tanto tempo: corri descalço.

Foi o mais perto que já cheguei do “run naked”. Corri sem GPS, sem relógio e, desta vez, também sem tênis. Nesse processo de aprender a não pisar mais com o calcanhar e focar no antepé, mediopé ou antepé (chame como quiser), fui testar correr descalço. Afinal, correr descalço é garantia absoluta de não pisar com o calcanhar. Comprovei isso na prática. Para pisar com o calcanhar, tem que fazer um esforço enorme, já que foge do movimento natural.

Pelas minhas contas, deu uns 15 minutos. Exceto pelas pedrinhas em algumas partes da rua, foi tudo tranquilo. Ao contrário de quando uso tênis, descalço não precisei me concentrar em pisar com a ponta do pé, era automático. No fim deste pequeno treino, senti a sola do pé esquerdo meio quente. Como já tinha feito o que pretendia, resolvi parar. Afinal, o momento é de adaptação e não de exageros.

Em casa, notei apenas que havia dois pontos de quase bolha no pé esquerdo. Uma embaixo do dedão e outra na sola. Nas horas seguintes ao treino, dava para sentir bem elas ali. No sábado, essas bolhas nem incomodavam mais. No domingo, nem sinal delas. Correr descalço não tem nada a ver com outra coisa que não seja aprender a correr de forma natural e, posteriormente, utilizar a técnica utilizando tênis.

Pretendo fazer mais testes descalço e com tênis. Não é nada antropológico, social ou metafísico. O objetivo é buscar a forma mais eficiente de correr. Com certeza, ela não passa por utilizar o calcanhar, que é como tenho feito desde 2008. Tem ainda o adicional de que, por enquanto, não senti nada no joelho. O impacto é menor. Antes, mesmo devagar e usando o calcanhar, sentia incômodos mais constantes na região. Agora quem sofre são as panturrilhas.

Os testes vão seguir. Continuo com meus trotezinhos de 20 minutos. Em janeiro, começo a registrar tudo no Garmin novamente. Espero fazer 30 minutos dia sim, dia não. Não tenho nenhuma prova alvo. Então, há muito tempo para me adaptar. No domingo, fui com o Garmin e de tênis, para ter uma ideia do ritmo. Está como eu esperava: entre 6:50 e 7:00 min/km. Seguimos devagar, bem devagar, e (quase) sempre.

Ah, e não podia faltar a música da Shakira. Ouçam aí:

2 respostas a “Pies Descalzos”

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