Enio Diário

O último do ano

No sábado, fiz o último treino longo do ano. Pelo menos, o último sério, com preocupação com ritmo e tal. Até o fim do ano deve ter mais alguns, mas daí é mais por diversão, em ritmo livre. Este de sábado foi o último antes da Golden Four Brasília, que já está quase aí. A prova acontece no próximo domingo. Portanto, estamos a menos de sete dias de correr mais uma meia maratona. O treino de sábado foi o mesmo de dois sábados atrás: 18 km, sendo 14 km moderados, 2 km mais forte, 1 km mais forte ainda e 1 km de trote. Desta vez, foi sem cachorros.

Em comparação com o mesmo treino, todos os ritmos foram melhores, tanto os 14 km quando os quilômetros mais fortes. Escolhi o mesmo percurso da semana passada, indo para a Praia Comprida e Ponta de Baixo, só que desta vez inverti o percurso. Em vez de começar descendo, comecei subindo. Pareceu que deste jeito é menos sofrido. De qualquer forma, já tinha a ideia de começar desde o primeiro quilômetro em ritmo mais acelerado. Mesmo assim, a primeira parcial saiu a 5:52, nada que me deixasse preocupado. O início sem prévio aquecimento não pode ser tão rápido.

Em seguida, já no segundo quilômetro, encaixei bons ritmos que perduraram eternamente até o fim do treino. Fiz o 2º km a 5:20 min/km, mas depois todos foram abaixo de 5:12 min/km, exceto o km 8 que era a maior subida do percurso. Ali, mesmo fazendo força, saiu um 5:25 para destoar. Ainda teve o 18º km, o do trote, a 5:48. Não me importava tanto qual seria o ritmo do último quilômetro, mas gostei de ter feito ainda abaixo de 6 min/km. O objetivo foi igual os dos outros longos com subidas e descidas. Fazer força na subida, não empolgar na descida e tentar manter um ritmo constante e firme no plano.

O 15º km chegou e era o momento de correr mais rápido. Demorei para encaixar o ritmo, mas saiu um 4:44. No 16º km, mais um 4:44. Neste quilômetro, deixei o ritmo cair no fim e tive que acelerar para chegar nesse número. O 17º km tinha que ser e foi o mais rápido. Saiu um 4:34 sem ser tão sofrido. Na prática, o treino de sábado foi tranquilo, mas não foi fácil. Desde o início tentei um ritmo que não me deixasse na zona de conforto. Saiu até um 4:59 e um 4:54 naqueles 14 km iniciais. O joelho quis começar a incomodar só no fim, quando o terreno ficou mais acidentado.

Além de ter feito todo o treino no ritmo que pretendia e ter ficado bem satisfeito com o desenvolvimento e resultado final, a outra coisa boa de sábado foi que o joelho não se manifestou. O desconforto foi muito menor do que vinha sendo durante os dias anteriores. Não sei bem como começou e não sei bem como diminuiu, mas se na Golden Four Brasília for que nem o longão, vai ficar menos complicado de tentar correr bem. Ainda incomoda um pouco, mas menos. No mundo perfeito, ficaria 100% até o domingo. Falta menos de uma semana e agora é só não fazer nada de errado até lá.

(Visited 54 times, 1 visits today)
Enio Augusto
Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.
https://porfalaremcorrida.com/blogdoenio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *