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Meia Maratona de Brusque – 20/08/2017

A 4ª edição da Meia de Brusque aconteceu no dia 20 de agosto. Já estive lá em 2014, na primeira edição, correndo a meia maratona, e voltei este ano para fazer a prova de 5 km. Nesta corrida, o Por Falar em Corrida foi inteiro. Eu e o Guilherme estivemos participando. Ele foi nos 10 km. Iria nos 21 km, mas por questões de treino teve que alterar. Eram três as distâncias da prova: 21 km, 10 km e 5 km.

A retirada de kit da Meia de Brusque aconteceu no sábado no Pavilhão de Eventos da Fenarreco, também conhecida como Arena Multiuso de Brusque. O horário de retirada era das 13h às 19h. No kit, que vocês podem ver na foto abaixo, tinha a camiseta da prova, o número e chip, a revista da Corre Brasil, umas comidas e uns panfletos. O chip era o descartável, muito melhor do que aqueles que precisa devolver ao fim da corrida.

Como o Guilherme foi no sábado, acabou retirando o meu kit e o da minha mãe, que também participou do evento. Uma coisa legal que achei da retirada do kit é que não precisava do comprovante de inscrição impresso. Poderia ser pelo celular. Gosto dessa ideia. Há casos em que o uso do papel é desnecessário.

A previsão de tempo não era animadora para o fim de semana. Chuva, muita chuva. Sábado, porém, a grata surpresa de ver apenas umas gotas esparsas. O domingo, porém, confirmou a previsão. Chuva desde a madrugada e não era aquela chuva fininha. Era as que chega a doer. Como eu só iria no dia para Brusque, a chuva poderia ser um motivo a mais para ficar em casa.

Pensa. Sair no domingo pouco antes das 6h da manhã, dirigir 100 km, na chuva, para correr 5 km e voltar, não parece algo normal, né? Pois foi o que fiz. A ideia era ir no dia, participar da Meia de Brusque e ficar por lá, talvez almoçar. A chuva alterou os planos. Acabou que corri 5 km e dirigi 200 km. Viajar tanto para correr tão pouco parece gastar tempo à toa, mas às vezes a gente faz dessas coisas.

Falei que saí antes das 6h porque a viagem demora em torno de 1h15. Depende muito do clima e da velocidade. A largada da Meia de Brusque era mais tarde, o que facilitou um pouco. 21 km e 10 km era às 8h e os 5 km às 8h15 em frente ao Pavilhão de Eventos. Com isso, minha preocupação era chegar no máximo 7h30 para pegar o kit com o Guilherme e fazer algumas vídeos e fotos antes da largada dele.

Infelizmente, a chuva que me acompanhou durante a viagem também estava em Brusque. A intensidade era menor, mas foi constante. Só alguns momentos que ficou mais forte. O resultado prático é que corremos com chuva o tempo todo. Penso que o clima não amistoso contribuiu para que alguns inscritos não viessem participar do evento.

O bom dos 5 km é que pude ver a largada dos 21 km e 10 km, consegui correr e ainda ver a chegada da maioria do pessoal dessas distâncias. Por exemplo, consegui fazer foto do Guilherme na largada e na chegada. Nos 5 km, no visual da largada já dava para ver que não tinha muitos corredores. Pelos concluintes, a confirmação: apenas 195 concluintes, sendo 128 no feminino e 67 no masculino.

MINHA CORRIDA

O meu objetivo era claro e cristalino como a água da chuva e um tanto dolorido quanto os pingos mais grossos: 5 km sub 25 minutos. Como estava pensando nessa prova há algum tempo, como primeira tentativa do sub 25 este ano, estar chovendo ou não, ter que dirigir 200 km, era pouco relevante. Estava na minha cabeça que eu ia correr. Talvez isso tenha feito eu não pensar em ficar em casa.

Claro que teria o problema de saber se a prova de 5 km seria de 5 km. Só que nesses casos, sempre corro o máximo que der e me esforço, torcendo para no final o GPS não marcar a menos. Não tem muito o que fazer. Corre, faz força e espera que no fim a distância esteja correta. Para ter uma noção melhor do ritmo, deixei o lap automático ligado, para tocar a cada 1 km.

Ao sinal da largada, coloquei em prática a ideia de correr no ritmo mais forte possível no começo. Como tinha pouca gente, mesmo largando bem atrás, em poucos metros já estava com o caminho livre. O percurso é praticamente plano. Tem subidas e descidas leves normais da Avenida Beira Rio, que é por onde passamos, mas nada absurdo. O que atrapalhava mais eram as poças de água.

Claro que depois de alguns minutos de corrida não me importava mais com a água. Pisava no que aparecia. Azar se molhar. O 1º km foi lega, saiu a 4:47. Estava abaixo da meta. Foi um estímulo para continuar. No 2º km, senti que já não estava como antes. Estava tentando manter, mas imaginei que viria um número maior. O Garmin avisou: 4:55. Opa! Ainda abaixo do estipulado, com 18 segundos de folga. Contando que a prova teria 5 km e uns metrinhos a mais, estava abaixo, mas meio apertado.

Corremos mais 500 metros e veio o retorno. Na metade final, já estava mais cansado. Sentia que não conseguia sustentar o ritmo do começo. A placa de 3 km apareceu muito antes. Restou-me confiar no GPS. Um pouco depois, apareceu na tela 4:58. Bom, ainda abaixo da meta, agora com 20 segundos, mas o ritmo estava caindo.

O pior quilômetro foi o 4º. As pequenas descidas do percurso eram maiores na ida, logo no início. A volta, portanto, teve mais aclive e eu já estava morrendo. Como todas as outras parciais saíram abaixo de 5 min/km, não desisti. Apesar de sentir que não rendia como antes, saber que estava no ritmo de sub 25 não me deixava desacelerar. Mesmo assim, a pior parcial da prova: 5:01.

Ainda estava na meta, mas o ritmo caía e estava bem apertado. Depois que vi a placa de 3 km errada, já comecei a desconfiar da distância. Como o sub 25 estava na mira, queria pelo menos manter o ritmo médio dele. Para o último quilômetro, alterei a tela do Garmin. Inicialmente, estava com o tempo total e a distância total. Mudei para tempo total e ritmo médio da volta.

Foi a solução que encontrei para me estimular e não deixar o ritmo cair. Não sei se deveria ter feito isso desde o começo. Talvez não. Correr 4 km sem saber do ritmo pode ter sido bom para conseguir fazer esses 4 km em 19:41. Só que para o último quilômetro precisava de medidas mais enérgicas e visuais. Com o ritmo na tela, vi que o começo estava acima de 5:10.

Tratei de apertar o passo, meio sem fôlego, meio sem pernas, mas trouxe para baixo de 5. Quando estava quase chegando, olhava para o relógio, para o ritmo, para o portal, torcendo para que a distância estivesse correta. Parecia que ia dar, mas não tinha certeza. E ainda não podia deixar o ritmo cair. Se tivesse os metros a mais, precisaria manter. Se tivesse a menos, queria o ritmo médio sub 5 min/km.

Na chegada, passando a linha, apertei o botão e estava lá! Exatamente 5,00 km! O último quilômetro saiu a 4:56. Fechei no Garmin com 24:38 em 5,00 km. Ou seja, faltaram uns metrinhos. Uma pena. O GPS nunca vai dar a distância exata. Porém, prefiro que a distância seja exata do que a menor. A frustração é bem menor.

Nos treinos, em geral seguimos o GPS. Então, faria pelo menos 5 km em um treino de 5 km. Com os metros a mais, creio que este sub 25 seria mais apertado. Não ia deixar ele escapar estando tão perto. Se fosse o caso, faria um pouco mais de força na chegada. O que ficou de bom foi o ritmo médio, de 4:55 min/km, minha corrida com melhor ritmo este ano.

O esforço e o cansaço foram tão grandes que esqueci do joelho. Só lembrei dele logo no início e depois o foco era no relógio e no tempo. A preocupação com outras coisas deixou o joelho em segundo plano. Notei que não preciso dar atenção a ele sempre. Esquecer às vezes pode fazer bem. Nas horas seguintes, ele doeu um pouco, mas no outro dia já estava normal.

SOBRE A PROVA

Falei da distância e pelo que vi no GPS do pessoal, 10 km marcou menos e os 21 km também faltaram uns metrinhos. Pela minha amostra não tão grande, todas as distâncias tiveram metros a menos, sendo que a prova de 5 km foi que chegou mais perto. Diria que esse seria o ponto negativo da corrida. Não teve a distância. O outro ponto negativo foi a chuva, mas esse foge ao controle da organização.

As outras coisas que estão ao alcance do que eles podem fazer correram muito bem. Ruas fechadas, controle do trânsito, tudo bem organizado. O pavilhão de eventos aberto também ajudou. Tinha como se proteger da chuva e havia banheiros grandes e limpos. Pelo menos o do segundo andar que eu fui estava limpo. No pós-prova, recebíamos a medalha e mais à frente tinha frutas, água e isotônico. Tinha também algumas tendas de assessorias, empresas, massagem, mas não foi possível aproveitar muito devido à chuva.

A Meia de Brusque é uma corrida que vale a pena a ser feita. O percurso passa por dentro da cidade. O passeio também é legal. O ideal é chegar no sábado, ficar em um hotel, passear na Havan, na FIP e em tantas outras lojas que tem por lá. Além disso, tem um hotel praticamente do lado do Pavilhão de Eventos. Pode ir a pé para a largada. Se tiver oportunidade, pense nessa prova.

RESULTADOS

SITE DA PROVA

FOTOS MEIA DE BRUSQUE

meia de brusque
Medalha da Meia de Brusque
meia de brusque
Equipe PFC antes da largada da Meia de Brusque
meia de brusque
Eu e a mãe
meia de brusque
Com a medalha molhada da Meia de Brusque
Kit da Meia de Brusque

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Enio Augusto
Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.
https://porfalaremcorrida.com/blogdoenio

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