Média de quilômetros pedalados do brasileiro é maior que a global, aponta estudo anual do Strava

O brasileiro correu e pedalou mais em 2019 do que no ano anterior. Dados do Strava, rede social que acaba de completar 10 anos e conta com 48 milhões de usuários que praticam alguma atividade física, mostram que, no Brasil, os ciclistas pedalaram, em média, 27,9 km. Esses números são acima da média global, onde ciclistas de outros seis países analisados pela plataforma pedalaram, em média, 26,1 km. Esses e outros dados foram divulgados nesta quarta-feira (11/12) no relatório anual “Year In Sport” (Ano do Esporte). 

Confira aqui o relatório na íntegra.

Entre setembro do ano passado e outubro deste ano (período de análise do relatório), as pedaladas realizadas no Brasil, país responsável por seis milhões de usuários na plataforma, somaram 746,8 milhões de quilômetros. No mesmo período do ano anterior, esse total foi de 641,5 km, já a média de kms percorridos e o tempo gasto por pedaladas caiu: 33,1 km foi distância média em 2019 contra 27,9 km neste ano; 1h46min45s é a média mais recente contra 1h29min21s do penúltimo relatório.

Na corrida, os brasileiros também correram mais. Ao todo foram 98,4 milhões de kms percorridos em doze meses. No mesmo período do ano anterior foram 80,9 milhões de km. Embora a distância total seja maior – assim como aconteceu entre os ciclistas – a média por atividade e o tempo foram mais baixos. Nos dados divulgados nesta semana, a distância média dos brasileiros por corrida foi de 5,8km e o tempo gasto em cada corrida – seja treino ou prova – foi de 38min22s. Nos dados divulgados em 2018, a distância média foi de 7,3km e o tempo: 48min48s.

Além de ser uma plataforma rica em dados para qualquer pessoa que pratique atividade física, o Strava também é uma rede social, onde é possível comentar e dar kudos (o ‘like’ do Strava). Os brasileiros, conhecidos por serem os usuários mais sociáveis da rede, deram 597.109.902 kudos (isso mesmo: mais de 597 milhões de kudos).

 “O brasileiro além de sociável tem aproveitado cada vez mais os espaços públicos para praticar esportes. Este hábito se reflete nos números do Strava, que apontam um crescimento orgânico e saudável dos usuários no nosso país. Já somos seis milhões de usuários no Brasil mostrando que o esporte é a melhor escolha para uma vida mais saudável”, avalia Rosana Fortes, Country Manager do Strava no Brasil.

 Globalmente, as mulheres ciclistas costumam usar menos as suas bicicletas para deslocamentos diários do que os homens. Dos sete países analisados pelo Strava, o Brasil é que o tem a maior diferença negativa (24,6%) entre homens e mulheres que se deslocam pela cidade de bicicleta. 

 Fatores que interferem no seu treino

Os feriados, eventos culturais e as condições climáticas inusitadas são as principais causas que geram um impacto significante nos hábitos esportivos. No primeiro dia do ano, por exemplo, tem muita gente que não deixa de se exercitar. Mas, completamente diferente dos outros 364 dias do ano, o pico de atividades no dia 1º de janeiro acontece no meio da tarde. O que se pode justificar é que, provavelmente, pela manhã os esportistas ainda estão dormindo e recarregando as energias da noite anterior.

 No Brasil, em 16 de fevereiro e em 8 de abril de 2019, devido a fortes chuvas e inundações no Rio de Janeiro e de São Paulo – cidades que concentram o maior número de atividades inseridas na plataforma –, houve uma queda abrupta no percentual de atividades realizadas no Strava. Normalmente, os atletas sempre tentam encontrar maneiras de se exercitarem, mas às vezes as condições externas não ajudam. No fenômeno de fevereiro, a queda foi de 29% no total de corridas e 33% entre as pedaladas. Na ocasião de abril, a consequência para os atletas foi uma diminuição de 32% tanto de corridas quanto de pedaladas nas 24 horas seguintes à chuva. 

Conheça outras curiosidades pinçadas do relatório:

  • metade do pelotão do Tour de France em 2019 era usuários do Strava.
  • um a cada três corredores da Maratona de Boston neste ano são usuários do Strava.
  • maratonistas que melhoraram seus RPs aumentaram as suas outras atividades em 13%.
  • atletas que buscam realizar três atividades por semana, em vez de duas, tendem a ser mais consistentes, resultando em duas vezes mais atividades ao longo do ano.
  • 51% dos ultramaratonistas do Strava nunca fizeram o upload de uma maratona.
  • caminhada, ioga e musculação são as atividades que mais crescem entre os corredores e ciclistas.
  • em 2015, 49,7% dos corredores só corriam; em 2019, esse número foi para 39,8%.
  • o percentual de ciclistas que só pedalava saiu de 67,9% em 2015 para 47,2% neste ano.
  • os atletas publicam cerca de 10% a mais de atividades no mês após se inscreverem em um clube.
  • em grupo, as distâncias percorridas pelos ciclistas são, em média, duas vezes maiores que em pedaladas individuais.
  • no Brasil, 45% de todas as pedaladas são feitas com pelo menos uma outra pessoa.
  • quem estabelece uma meta é mais ativo fisicamente do que quem não estabelece.

Preferências e tendências sobre tênis e dispositivos:

Na Maratona de São Paulo, os modelos Nike Zoom Fly e Nike Pegasus foram os pisantes mais usamos para percorrer os 42k da tradicional prova de corrida de rua na maior cidade brasileira – 11,4% dos usuários do Strava indicaram usar esses dois tênis, exatamente 5,7% cada um.

Quando o assunto é tendência mundial, o Hoka One One Carbon x liberou a preferência, seguido do Adidas Solar Glide e do New Balance Fresh Foam Beacon. Em relação às bikes, a magrela mais desejada foi a Trek Checkpoint. Em segundo lugar veio a Orbea Oiz, seguida da Canyon Neuron. Outros itens analisados foram os dispositivos e os apps de treino. Entre os ciclistas o Garmin Edge 530 liderou, já para os corredores o Polar Vantage M foi o preferido. A escolha pelo apps de treino ficou nessa ordem: Aaptiv, Wattbike e Digme.

* O relatório Year In Sports 2018 contém dados de 01/10/2018 a 30/09/2019.

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