maratona de floripa
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Maratona de Floripa – 27/08/2017

Santa Catarina e Florianópolis voltaram a ter uma maratona para chamar de sua. A Maratona de Floripa 2017 foi realizada no dia 27 de agosto. Em 2015 havia sido a última maratona na capital do estado e a deste ano já estava anunciada desde 2016. Com amplo trabalho de divulgação, o evento quase chegou a 6 mil inscritos, de acordo com números divulgados pela organização.

Além da distância principal, os 42.195 metros da maratona, havia também opções para quem quisesse correr uma meia maratona, já que tinha a maratona de revezamento em dupla. Para completar, havia também 10 km e 5 km para quem não quisesse se aventurar a correr tanto.

A arena do evento, largada e chegada eram no Trapiche da Beira Mar Norte. A largada da maratona da elite feminina, cadeirantes e PNE era às 6h40. Em seguida, às 6h45 largou o restante dos maratonistas. Mais depois, às 8h, largaram os corredores de 10 km e 5 km.

Site da prova

Resultados

Kit da Maratona de Floripa

A retirada do kit foi nos três dias anteriores à corrida na Centauro do Beiramar Shopping. Nos dias que estive lá, foi bem tranquilo, sem filas. Ter distribuído em três dias, durante o horário de funcionamento da loja, das 10 às 22 horas, ajudou também. O kit veio com a camiseta, número de peito e chip descartável. A camiseta é um vermelho bem vivo. Particularmente, não achei muito bonita. O tecido é bom, mas poderia ser melhor. Junto com os itens citados, veio muito papel dos patrocinadores, muitos pacotes de suco Frisco e muitos sachês de vinagre, além de uma barrinha de Supino, um gel e um squeeze. O número e chip foram suficientes para mim.

Maratona de Floripa cheia

O número de concluintes ficou abaixo dos quase 6 mil inscritos, mas isso é normal. Sempre jogam para cima. Mesmo assim, o evento está muito cheio. Mais de 4 mil corredores e os acompanhantes. Veio muita gente de fora também para participar da maratona, fruto desse ampla divulgação desde o ano passado. Poucas provas largando na Beira Mar tiveram tanto público. A Meia de Floripa costuma reunir muitos corredores, mas é na parte continental.

Tantas pessoas em um mesmo lugar que não tem muitas opções de estacionamento nem grandes espaços ruas acabam gerando uma certa dificuldade em estacionar. Como minha largada era às 8h, tentei chegar lá perto das 6h45, horário da maratona. Fui já sabendo que poderia ter dificuldades para encontrar uma vaga. Porém, estava tranquilo porque se tudo desse errado ainda teria 1h15 para encontrar um espaço onde conseguisse colocar o carro.

O objetivo era ver e filmar a largada, mas poderia não ser possível. Minhas expectativas se confirmaram e os locais que tinha pensado para estacionar já estavam ocupados. A solução foi ir mais para dentro da cidade até encontrar uma vaga. Consegui em uma rua que acho que nunca tinha passado até então na minha vida. Ainda deu tempo de chegar na Beira Mar para ver a largada, que tinha recém acontecido.

Quem foi para a maratona também teve dificuldades para estacionar, mas em grau menor. O pessoal dos 5 e 10 km que deixaram para ir mais tarde tiveram mais problemas. Não que fosse inesperado pelo número de inscritos, mas não deixa de ser surpreendente. Fora isso, o trânsito da cidade ficou meio congestionado em alguns pontos e teve reclamações de algumas pessoas na internet. Os chatos de sempre que não podem ficar um domingo de manhã sem sair de carro.

O clima na Maratona de Floripa

No vídeo que fiz sobre a Maratona de Floripa falei do vento. Ele poderia aparecer, mas dificilmente de manhã ele é tão forte. Pois bem. O vento apareceu. Não foi o vento sul, forte e que leva tudo. No entanto, era um vento que estava presente desde cedo e que atrapalhou um pouco os maratonistas na Via Expressa Sul, depois do túnel. O normal era ter menos vento pelo horário. O dia estava nublado, com sol de vez em quando, temperatura variando entre 18ºC e 20ºC. Exceto pelo ventinho, foi um dia quase perfeito para correr.

Minha corrida

Estava inscrito nos 5 km e o plano inicial era tentar correr abaixo de 25 minutos novamente. Com o tênis novo para testar mais a câmera para levar abdiquei da ideia. Contribuiu ainda mais o fato de ter esperado a Andressa e o Eduardo passarem na maratona para filmá-los. Explico. O km 14 da maratona passava na frente da largada e no momento em que os dois estavam se aproximando foi dada a largada dos 5 e 10 km.

Como o que vale é o tempo líquido, fiquei no canteiro esperando os dois passarem, fiz os vídeos e larguei. Acho que poucas vezes larguei tão atrás em uma corrida. Atrás mesmo. Todo mundo já tinha saído e estava com o caminho livre para mim. Livre no começo, obviamente. Foi só correr alguns metros e tinha um paredão vermelho de pessoas (a maioria estava com a camiseta da prova) na minha frete. Impossível tentar fazer algum ritmo forte. Para isso, teria que desviar das pessoas, seria mais estressante e dificilmente conseguiria.

Claro que no dia que corri para brincar, sem fazer força, a corrida teria a distância correta e aceitável pelo DataEnio. No Garmin, deu 5,05 km, o que considero ideal. Meu tempo foi de 28:01, ritmo médio de 5:33. As parciais ficaram em 5:32, 5:37, 5:41, 5:37 e 5:21. A última foi a melhor porque foi onde decidi correr mais rápido. Após o retorno ficou menos cheio, já que os 10 km seguiam em frente.

Considero este o tempo oficial porque meu chip não registrou o tempo. Então, qualquer número de concluintes totais que vocês lerem por aí, adicionem sempre mais um. Estava inscrito, com número e chip, mas o chip não funcionou, não sei por quê. Acredito que no tempo líquido tenha feito abaixo de 28 minutos, mas não tenho certeza. Vou esperar saírem as fotos do Foco Radical para ter uma estimativa e entrar em contato com a organização para colocar meu nome lá. Ou só para ter a estimativa mesmo. Não é muito relevante estar lá ou não. Se eu tivesse feito a maratona, iria atrás disso com mais vontade.

UPDATE: na quinta-feira, dia 31 de agosto, a organização veio falar comigo. No relatório atualizado, já está meu tempo lá. Em um primeiro momento, o tempo estava mais alto, 31:21 no tempo líquido. Estava errado por algum motivo. O organizador explicou que eu poderia ter passado perto do tapete do chip quando foi dada a largada e ele foi lido. Não acredito muito nessa hipótese, já que eu estava longe, no canteiro da Beira Mar filmando a Andressa e o Eduardo. Ou o sensor é muito bom. De qualquer forma, agora apareço na listagem oficial. O tempo que aparece é o do Garmin. Acredito que se tivesse funcionado o chip teria feito uns 27:59, talvez 28:00. Então, ficou bem perto da realidade.

Os amigos

Tanta gente correndo só poderia resultar em vários amigos nas mais variadas distâncias. Destaco aqui a Andressa, que fez a primeira maratona da vida já sub 4 horas. Foi até sub 3h50. Fechou em 3h47. O Diego também fez a primeira maratona dele e já conseguiu 3h51. Os dois são Padrim do Por Falar em Corrida e participam do grupo do WhatsApp. Por fim, o destaque do nosso amigo japonês voador, Eduardo Hanada, que mesmo com dificuldades nos últimos quilômetros não deixou o sub 4 horas escapar, fez 3:59:20.

Provas grandes assim são muito legais porque reúnem quase todos os conhecidos e amigos. Encontrei vários por lá em diferentes momentos. Fui encontrado e abordado também por causa do Por Falar em Corrida, situação essa que acho que nunca vou me acostumar. Correr em casa é muito bom. Eventos onde quase todos os amigos vão é melhor ainda.

Os percursos e as distâncias

De acordo com minhas pesquisas nas redes sociais alheias, a maratona estava com a distância correta. Aliás, dias antes da maratona a página da prova no Facebook postou o permit que mostrava que a corrida estava aferida e chancelada. O percurso da maratona utilizou o espaço que era possível. Largou no Trapiche, foi para o norte, para o sul e voltou para o norte antes de completar. Portanto, os corredores passaram na frente do portal de largada com no km 14 e no km 32.

Os 5 e 10 km largaram também no Trapiche e foram em direção ao norte. Nesse ponto, acertaram no percurso de 10 km ao fazer uma volta só, esticando o retorno até os 5 km. Quer dizer, seriam 5 km, mas o GPS dos corredores marcou 10,3 km, 300 metros a mais Uma diferença um tanto absurda. Acredito que erraram retorno. Ou seja, acertaram em fazer uma volta só, mas alguém errou em determinar o retorno. Os 5 km, por outro lado, como falei acima, esteve com a distância correta. Vamos dizer que o evento teve 66% de acerto nas distâncias.

Pós-prova

Depois de completar a corrida, quem participou dos 5 e 10 km teve algumas dificuldades. Como a medalha era entregue só mais na frente, formou-se uma fila muito grande. Ainda tinha que entregar o vale medalha. Após um tempo, com a fila já grande, estavam dispensando o vale medalha. Os staffs perguntavam qual distância tinha corrido e entregavam a medalha respectiva. O controle era nenhum neste momento.

Talvez uma alternativa interessante fosse entregar a medalha logo após cruzar a linha de chegada. Completou, recebeu a medalha. Como os números era diferentes, dava para diferenciar. E perguntar para o corredor qual distância ele correu para confirmar não tomaria muito tempo. Isso poderia ter agilizado a entrega da medalha. Falo da fila da medalha, mas era fila para tudo. Água, isotônico e frutas. Esse ponto da dispersão tem que ser melhorado na próxima edição.

Nos 42 km o problema foi menor porque, apesar de ter mais concluintes, fica mais espaçado em decorrência da distância e do tempo maior. Falando em 42 km, a primeira passagem dos corredores em frente à largada, no km 32 foi mal planejada. Havia grades e um curral para eles passarem. Só que esse curral estava do lado da rua onde estava a fila das medalhas. Deveria estar do outro. No vídeo da cobertura da prova dá para ver melhor.

Os atletas da maratona passaram por dentro da fila da medalha. Ou a fila da medalha ficou no meio do percurso da maratona. Este é outro ponto a corrigir. A fila já estava grande e ainda teve que esperar o pessoal da maratona passar. Com isso, mais fila, mais demora. Não é errado dar prioridade para a maratona passar. Errado foi colocar a passagem do lado contrário. Ajustando estes dois pontos, acredito que o evento vai ficar melhor para os atletas.

Dos relatos que ouvi dos maratonistas, os staffs não estavam bem preparados para a entrega de água e os postos de hidratação tinham poucas mesas. Poderia ter mais. Em alguns pontos, a água ainda estava na caixa. São pequenos detalhes que devem ser corrigidos para que o evento fique mais redondo. Foi muito bom ter mais de 5 mil pessoas na Beira Mar, mas não sei se a organização tinha ideia de como lidar com tanta gente. A expectativa poderia ser uma, mas a realidade foi outra.

Medalha diferenciada

Um ponto positivo e bem legal da Maratona de Floripa foi que as medalhas eram diferenciadas. Cada distância tinha a sua medalha personalizada com o número da prova que participou. Portanto, eram quatro tipo de medalhas: 42 km, 42 km dupla, 10 km e 5 km. Mais abaixo coloquei as fotos. Apesar de no 5 e 10 km ter sido meio complicado de pegar a medalha pela fila, é um ponto a se destacar. Sempre falo quando as medalhas são iguais. Devo exaltar quando elas são diferentes.

Número de concluintes

Apesar dos anunciados quase 6 mil inscritos, a Maratona de Floripa teve menos de 4500 concluintes. Foram 1539 concluintes na maratona (1214 homens e 325 mulheres), 676 nas duplas (114 masculinas, 80 femininas e 144 mistas), 1219 nos 10 km (630 homens e 589 mulheres) e 942 nos 5 km (332 homens e 610 mulheres). Soma tudo e chegamos a 4376 concluintes. Abaixo do anunciado, mas ainda assim um excelente número para Florianópolis. Já está entre as maiores corridas do estado.

Resumo

No geral, foi um evento muito e organizado. Teve problemas pontuais que precisam ser melhorados nas próximas edições. Menos mal que afetou mais os corredores dos 5 e 10 km. A maratona em si foi a distância mais redonda, exceto pelos staffs. O ruim é que os problemas na dispersão e na entrega da medalha acabam marcando mais porque é quando os corredores terminaram seu objetivo e só querem pegar medalha, água e frutas e curtir o fim do evento. Conheço pessoas que saíram de lá um tanto incomodadas. Corrigindo isso e sabendo lidar melhor com a situação de ter milhares de pessoa no evento, a tendência é termos uma evolução como um todo na Maratona de Floripa.

Assista à cobertura da Maratona de Floripa no YouTube

FOTOS MARATONA DE FLORIPA

Acho que foi aí que deu problema no chip na Maratona de Floripa haha
Trabalhando
Medalhados na Maratona de Floripa
Tive que aceitar o tempo do Garmin
As medalhas diferenciadas
Kit da Maratona de Floripa com muito suco e sachê de vinagre (foto do Eduardo Hanada)
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Enio Augusto
Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.
http://porfalaremcorrida.com/blogdoenio

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