Blog do Enio

Desafio Beto Carrero – 25/01/2019

A primeira corrida do ano aconteceu no dia 25 de janeiro na cidade de Penha, em Santa Catarina. A primeira edição do Desafio Beto Carrero parecia uma ideia bem interessante. 5 km na sexta à noite, 10 km no sábado à noite e 21 km domingo de manhã. Havia a opção de escolher uma das distâncias ou todas elas, que era o desafio. Correr 3 provas e ganhar 4 medalhas, 3 de cada prova mais a do desafio. Ainda tinha também a Family Run de 2 km na sexta à noite.

Estou recomeçando os treinos mais longos com foco na maratona e ainda não estava preparado para correr 10 km, 21 km ou até mesmo o desafio. O 10 km até daria, mas queria correr forte e ainda não era o momento. 5 km seria o mais indicado. Distância curta, bom para fazer força, sair da zona de conforto. Quando começa a ficar ruim, acaba.

A retirada dos kits foi na quinta, sexta e sábado no kartódromo do Beto Carrero. Todas as distâncias largavam na entrada do parque e chegavam no kartódromo. A Family Run largava dentro do parque. Fui na sexta à tarde já que correria à noite. A largada estava marcada para 20h30. Alugamos uma casa no Airbnb para ficar até domingo. Estávamos em 7 pessoas: eu, Andressa, Manu, Ana, Henrique, Ricardo e Rodrigo. A Andressa e Manu chegaram no sábado.

O verão estava implacável e mesmo à noite, já sem sol, estava bem abafado. Meu plano para os 5 km era correr forte e buscar o sub 25. Como as provas de 5 km geralmente não tem a distância (quase sempre fica a menor), o objetivo era fazer abaixo de 5 min/km. O percurso era dentro do parque e no kartódromo. Consegui largar bem e até o 3º km mantive o ritmo como gostaria. No 4º km, já mais cansado e aliviado de ter feito as parciais anteriores bem, o ritmo subiu pra cima de 5. O último quilômetro foi só manter, consegui controlar legal.

Porém, como acontece usualmente, não teve 5 km. Teve 4,84 km. Na projeção daria 24:36. O ritmo médio ficou em 4:55 min/km, dentro do planejado. Foi muito bom ter feito essa prova para correr mais forte e ficar mais confiante quanto às dores na canela. Senti algo nos primeiros metros, mas depois não incomodou mais nada. Acredito que focar na prova, no tempo, sabendo que tinha um objetivo, fez ter menos preocupação com as pernas. Canela e joelho ficaram bem.

Ainda ficamos por lá e vimos a prova no sábado e domingo foi a vez da Andressa fazer a meia maratona. Ela utilizou como um treino e fez uma corrida muito boa. Fechou em 1h49 e também ficou mais confiante para os treinos da maratona. Depois da corrida, aproveitamos o domingo no parque. Ficamos o dia todo lá e depois voltamos para Floripa. Foi um fim de semana muito legal. Cansativo, corrido, com poucas horas de sono, mas que valeu a pena. O Garmin registrou que gastei 4700 calorias na sexta e que percorri quase 20 km no domingo (e nem corri).

Sobre o Desafio, a ideia é muito legal. Fiquei tentado a fazer ano que vem, caso tenha. Espero que seja realizado novamente. Foi tudo bem organizado e planejado. Mantendo esse nível, será um sucesso. Acredito, porém, que alguns pontos podem ser melhorados. Não havia tempo líquido. Na largada não tinha tapete. Então, só temos registro do tempo bruto. Não é legal. Os 5 km e 10 km marcaram a menos. Nos dias de hoje, não dá para ter esse tipo de erro. A meia marcou certo. Um ponto a ser melhorado é o caminho entre a retirada do kit e a largada. Passamos pelo acostamento da rodovia e não é muito seguro. Acredito que deveria ter um caminho pelo parque ou algo do tipo. Caso não seja possível, alterar a largada para o kartódromo. Assim resolve o problema do tempo líquido também.

Por fim, uma sugestão que penso ser interessante é fazer os 10 km no sábado de manhã, para haver mais tempo de descanso para a meia maratona. Talvez esse seja um dos pontos do desafio, correr sábado à noite e domingo de manhã. No entanto, fica bem cansativo. Como a largada é às 20h30 de sábado, até terminar a corrida, comer e voltar para casa passa fácil das 22h. Dormir mesmo é quase meia-noite ou depois. A meia maratona largou às 6h30. Estávamos em uma casa perto do parque. Mesmo assim, tem que acordar lá pelas 5h30. Não dá para dormir e descansar quase nada. No fim do domingo, estávamos podres de cansados. Esses são os registros sobre o Desafio Beto Carrero. Se tiver ano que vem, pretendo voltar.

RESULTADOS

(Visited 1 times, 1 visits today)
Enio Augusto
Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.
http://porfalaremcorrida.com/blogdoenio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *