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Coluna do Enio – Para baixo nenhum santo ajuda

No último sábado, aconteceu o Treinão de Inverno em Angelina. Estive lá correndo e fazendo a cobertura para o Por Falar em Corrida. Ainda vinha da Golden Four SP, mas estava bem recuperado. Fiz os treinos normais da semana. As rodagens e intervalados. Nada muito forte ou intenso. Apenas correndo no ritmo que o corpo queria.

No sábado, teria o treino longo de 1h20. Ele seria dividido em 45′ moderado, 10′ forte, 5′ muito forte e 20′ moderado. Pensei em utilizar o Treinão para encaixar o treino longo. A distância de quase 15 km entre as cidades de Rancho Queimado e Angelina daria quase o tempo de treino. Parecia tudo certo e programado.

Ocorre que na estrada a caminho de Angelina, passei de carro pelo percurso que faríamos e confirmei o que o MapMyRun indicava. Era descida e mais descida. Descida que não acabava mais. Como vou pouco para aquela região, lembrava apenas das subidas de Angelina, mas não do resto. De Rancho Queimado até Angelina, temos três subidas, uma pesada, e MUITA descida.

Dizem que para baixo todo santo ajuda, mas no caso da corrida isso é a maior mentira do mundo. Subir é sofrido, cansa, o ritmo cai, mas é muito melhor do que descer. Na descida, dói tudo, você fica em um ritmo mais rápido do que o normal sem fazer força. O resultado vem no dia seguinte. Para os mais azarados, vem já durante a corrida.

Comecei o treino em um ritmo conservador, pensando no programado para o treino longo do dia. Só que as descidas, constantes e inclinadas, faziam o meu ritmo ficar mais rápido. Se tentasse segurar ou diminuir, parecia pior. Não tinha jeito de ser bom. Quando fiz o 5º em 5:03 já estava pensando em deixar de lado a ideia do treino longo.

Abandonei de vez para apenas correr no ritmo que dava depois que fiz o 6º em 4:43. Aí não tinha mais jeito. Várias descidas para um subida. Esqueci a programação do dia e corri, tentando não me largar muito morro abaixo. Estava tudo meio controlado até ver o Nilton bem lá na frente. Precisava alcançá-lo e ultrapassá-lo para fazer uns vídeos no Snapchat.

Despenquei na descida e o ritmo chegou a 4:05 min/km, mas alcancei o Nilton. O resultado dessas descidas todas foi que no próprio sábado e nos dias posteriores ainda estava sentindo o impacto das descidas. Definitivamente, subir cansa mais, mas descer me deixa mais destruído. Os efeitos e as dores depois do Treinão foram piores do que os da Golden Four SP.

Fiz os treinos da semana me arrastando, no ritmo que deu. Sem muita preocupação. Apenas rodando. Domingo agora tem a Maratona de Santa Catarina e vou correr os 10 km. Como fala a presidenta, vou deixar a meta aberta. Neste caso, não vou dobrar, mas vai ficar aberta. O que vier será lucro. O mundo ideal mostraria um 44:59 no relógio ao fim da prova.

O mundo real é menos amigável e qualquer coisa abaixo de sub 50 já está valendo. Quem sabe, fazer a prova abaixo de 47:55, que foi o tempo dos 10 km na Golden Four SP. Vou tentar e ver o que as pernas querem no dia. Se elas responderem bem, talvez na coluna da semana que vem tenha coisas boas para contar.

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