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Correr sem dor – Canelite – Parte 2

Relato enviado pelo Thiago Sousa

Hoje continuaremos a contar como um corredor amador está treinando para se livrar da canelite. A primeira parte desta breve história começou ontem. A graça da semana foi a ressonância magnética. Nunca tinha feito ressonância e não é legal. Tenso é a palavra que define esse exame. A sorte é que meu problema é na tíbia e não precisei entrar com todo o corpo, fui até o umbigo. Se fosse o corpo todo, eu não faria. Como já adiantei, o exame acusou canelite grau 1.

Voltando ao tema e ao treino. A semana 2 começou novamente na água do mar, com treino leve, sem problemas e sem dor. Foram 3 km intervalados e exercícios educativos na água. No dia seguinte, mais 3 km trotando direto e nada da canela piar. 30 minutos correndo sem pausa, sem incômodo e sem tênis. “Thiago, como você não sentiu nada nestes 7 dias, amanhã vamos fazer um teste. Se tudo der certo, quinta-feira o tênis volta”. Vixe! Será que dá? Apenas 7 dias na água?

Lembrem que corri 4 dias seguidos na primeira passada e seria o 3º dia da segunda semana. Nunca treinei tantos dias consecutivos. Sempre me dei, pelo menos, um dia de pausa. Bem, cheguei e fomos para a praia. Lá chegando, mandou fazer 100 metros, 200 metros e 500 metros. Se não sentisse nada, os 500 metros seriam 1.000, todos a 70/80% do ritmo de prova, mas na água! Eu vinha fazendo pace de 9:30 min/km e fiz 6:30 min/km. Ufa! Consegui baixar três minutos e não senti nada na tíbia, apenas dores musculares, nada no osso. Será que passou? Será meu Deus?

Amanhã venha de tênis que iniciaremos a fase 2“. E o dia chegou, com muita chuva. Não fui ao treino cedo para não molhar o tênis que o Elmo me emprestou. O tênis era um Kayano 20, para ver se me adapto a um tênis com pisada pronada, pois sempre usei tênis neutro/supinado e queria tentar algo diferente, mesmo com  meus testes de pisadas indicarem que sou neutro/supinado. Vai que um pronado cai bem. Deixei, então, para ir à noite e a chuva mais uma vez não deu trégua, mas fui. Treinar é preciso. Estava muito nervoso e apreensivo, pensando se sentiria o incômodo novamente.

O treino foi de 3000 metros, intercalando 400 metros andando e 600 metros de trote. Enquanto andava e trotava na chuva pensava que Deus tinha que me recompensar por deixar minha casa quentinha e seca para correr na chuva! Coisa de doido, apenas três alunos tinham ido treinar e eu era um deles. E a dor? No local onde sempre doía, nada. Mas uma nova dor surge, ao lado da tíbia, um incômodo nível 1 de 5. Psicossomático? Não sei. Treinador não deu importância, fez festa e eu cheguei em casa aliviado. A canelite se foi? Amanhã continuaremos. Até lá.

*Quer contar como foi o seu treino ou a sua corrida? Faça como o Thiago e envie o seu relato para o Por Falar em Corrida.

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