Enio Diário

A rotura

Lá no longínquo outubro relatei um incômodo no joelho. Nada que doesse ou me impedisse de correr, mas não era normal aquilo. Tudo começou no dia 14 de outubro. O tudo no caso é o incômodo. Achei que não era muita coisa. Continuei os treinos e ainda fiz a Golden Four Brasília em 1h41, sem sentir dor ou algo parecido.

O descanso de doze dias sem correr fez incomodar menos ainda. Mesmo assim, não sentia ele 100%. Vez ou outra, ele se manifestava. Nunca foi dor, mas tinha algo diferente. Nos treinos depois do tempo parado, pisando com a ponta do pé e evitando pousar com o calcanhar, quem sofreu mesmo foram as panturrilhas. O joelho ficou bem comportado.

Adiar o que deve ser feito é algo de praxe para assuntos que considero sem tanta importância no momento. Como pensei que poderia passar, fui deixando. Até o ponto que continuava a mesma coisa, ainda que incomodando bem menos que em outubro.

Pelo local, meu palpite principal era algo no menisco. Fui ao médico para a consulta e para pegar a requisição da ressonância magnética. Lá, ele disse que poderia ser algo no menisco ou cartilagem e que a ressonância tiraria essa dúvida. Fiz a dita ressonância. O resultado é esse aí:

Rotura do menisco medial, associada a perimeniscite e a condropatia tibiofemoral grau II. Condropatias patelar e tibiofemoral lateral grau II. Discreta tendinopatia insercional do patelar. Pequeno derrame articular.

Com o diagnóstico devidamente em mãos, vamos para as próximas partes. Até consigo correr sem problemas. Inclusive, não parei de correr até sair o diagnóstico da ressonância. Mas deu de abusar e dar chance para o azar. Vou tentar evitar piorar (três verbos seguidos pode?) o que não parece tão ruim. Pelo menos, a sensação é de não estar tão ruim, visto que consigo fazer tudo o que fazia antes sem dores. Só que tem uma rotura ali deixando as coisas anormais.

Vou me dar mais alguns vários dias de folga (eu acho) e tentar resolver isso para que 2016 seja um ano sem esse incômodo. Os treinos mais sérios vão ter que ficar para depois. Uma coisa boa do Brasil nunca ter um calendário de corridas definido é que não tinha nenhuma prova alvo ainda para o ano que vem. Não vou ficar frustrado por treinar mal ou não poder participar de alguma corrida.

Provavelmente, aquele dia em Videira, nos terrenos irregulares das subidas e descidas, foi o estopim para que a rotura se materializasse de fato. Logo depois daquele treino que o incômodo começou. Antes, estava tudo bem. Deve ter uma série de outros fatores envolvido que culminou até aquele 14 de outubro, que é a data marcante.

Aconteceu e é um fato consumado. Pode-se buscar as causas, mas deu-se a rotura e isso não vai mudar. Vou priorizar o descanso novamente. Quando der, volto. Sem pressa. O que mais me preocupa nisso tudo é encontrar assuntos para escrever todos os dias por aqui. Pedirei ajuda para Nossa Senhora da Inspiração dos Posts.

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Enio Augusto
Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.
https://porfalaremcorrida.com/blogdoenio

5 thoughts on “A rotura

  1. Puxa que triste saber da sua lesao… mas sabe, falando serio, as vezes eu fico de saco cheio de pessoas dando conselhos de como nao se lesionar.. tem gente que da palpite em tenis (o que eu sinceramente nao suporto!) , ou os que falam que corrida faz mal, ou que ‘e assim mesmo, sei la.
    Eu morro de medo de lesao, a minha antiga canelite eu ja ficava apavorada, achando que ia ter que operar joelho, quadril, entao eu tenho um metodo.
    O que me ajuda ‘e a yoga 2/3 vezes por semana. Eu tb sei que tem gente que nao gosta. Eu nao gosto de musculacao e nao ha anjo que me faca mudar.
    So espero que vc ache o melhor cross fit training pra vc, e que a Nossa Senhora dos Posts te ajude!
    Abraco 🙂

    1. Fazemos de tudo para evitar (ou não) e queremos distância dela, mas às vezes não tem jeito.
      Quando acontece, é bom ser algo leve. E ter paciência para voltar. É difícil na hora pensar que é melhor parar 2 meses do que o resto da vida.
      Mas vale a pena se segurar e fazer todo o processo.
      Minha única musculação era subir escadas. O ioga está na lista, mas falta vontade. Academia é complicada. Não gosto.
      Acho que meu treino alternativo vai ser o descanso em casa haha.
      O incômodo já é bem menor e o bom é que consigo correr normal, mas vou descansar em dezembro e ver quantas sessões de fisioterapia o médico vai indicar.
      Valeu!!! Nossa Senhora vai me ajudar!!! Espero!!!

      1. Academia ‘e UO’!!!! Puxar ferro ‘e pior que correr 10 maratonas seguidas…. ahahahha abs, to adorando seus posts de descanso

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