Vou de bicicleta

Como comentei ontem, o joelho deu uma reclamada. Estou andando todo errado. No entanto, desta vez, apesar de ficar sem correr, vou tentar manter a atividade física. Obviamente, não vai ser a caminhada. Se tem uma coisa chata, essa coisa é andar. Sair de casa para andar na Beira Mar é algo que não consigo conceber. Preciso ter algum objetivo. Tipo, ir de casa até ao shopping a pé, aí tudo bem.

Fora o fato de eu não gostar de caminhar, as atuais condições não estão propícias para tal movimento. Comentei logo ali no início, estou andando estranho. Tento manter a passada normal, mas em alguns momentos o joelho lembra que está ruim e perdemos a naturalidade na passada. Descartada a caminhada totalmente, estaria novamente entregue aos descanso até estar apto a correr sabe-se lá quando.

Eis que veio a sugestão da Mariana, de pedalar, para manter as atividades físicas. Assim, não perdia o condicionamento e não fazia exercício de impacto. Às vezes, uma opinião ou sugestão de quem está vendo a situação de fora pode ser muito útil para nos fazer pensar e reparar em coisas que eram óbvias. Esse foi um caso. Tenho uma bicicleta bem simples na garagem, toda feinha, mas que executa com louvor a função bicicletal dela.

Admito que não gosto muito de pedalar. Gosto mesmo é de correr. Andar é chato, pedalar é chato, nadar é chato. Pensando bem, o chato sou eu. Pode ter a ver também com o fato de eu não saber pedalar e nadar direito. Andar acho que já vem de fábrica e consigo fazer bem. Se já não tivesse a bicicleta, provavelmente ficaria parado. Como tenho, vou pedalar. Nadar requer uma piscina, é mais complicado. Andar requer paciência e um joelho bom, complicou também. Sobrou a bicicleta e é por ela que optei.

O que mais precisava fazer nela era encher os pneus. Fiz isso na segunda e já na terça comecei a pedalar. Esta semana, como estou de férias, teria treino duplo de corrida na terça, de manhã e à tarde/noite. Fiz, então, dois treinos de bicicleta. Foi o suficiente para sentir dor nas nádegas. Preciso ou me adaptar às dores ou estofar o banco. Foi complicado o segundo treino de terça. Também notei que a bicicleta vai precisar de uma revisão geral. Ela parece meio mole em alguns momentos.

Ainda vou verificar quanto vai custar essa revisão e a colocação dos acessórios luminosos para andar à noite. Por enquanto, estou satisfeito que os pneus estão cheios e me permitindo pedalar pela cidade e pela Beira Mar de São José. A maior parte do tempo pedalo sem fazer muita força, mas em alguns momentos tento acelerar bem forte por alguns minutos para ver até onde vai. Estou me adaptando. Enquanto não tiver um diagnóstico do joelho (deve sair segunda), a bicicleta deve ser minha companheira nas atividades físicas.

Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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