Vai sem foco


focoMinha prova alvo do semestre, o maior objetivo, era a Meia de Floripa que vai acontecer no próximo dia 12 de junho. Já faltam menos de duas semanas. O plano era treinar bem em março, abril e maio para chegar no dia da meia maratona em condições de correr pelo menos abaixo de 1h45, quem sabe melhorar o tempo do ano passado. Este era o foco.

Dores inconvenientes no pé me fizeram ter que deixar o objetivo de tempo na Meia de Floripa meio de lado. Aquele tempo que eu gostaria não vai ser possível. Ficar praticamente um mês sem treinar direito e perder sete fins de semana que seriam os dos treinos mais longos me impedem de sonhar com qualquer coisa além de completar.

Sim, eu ainda penso em correr a meia. Sim, eu ainda penso em tentar fazer pelo menos abaixo de 2 horas. Sim, eu sei que talvez não deva me importar com tempo, mas eu sou assim e não gosto de correr por correr. Gosto de estar bem preparado. Isso não estou. Sobra então correr o melhor que puder no dia. Por enquanto, fazer a meia abaixo de 2h20 seria um feito!

Até por esse tempo alto, o foco do momento não está nas provas. Está mais em correr e não sentir dor, fazer as pernas se reacostumarem com a corrida novamente. Corri no domingo e hoje. Dois dias seguidos. Talvez tenha sido meio irresponsável, mas o dia hoje estava muito bonito para não correr. E ontem corri debaixo de muita chuva. Senti que precisava para fechar a conta.

Ontem foi mais uma rodagem contínua. As pernas ainda estão meio pesadas. Efeitos de muito tempo sem correr. As dores que vem do nada apareceram também agora. Não é nada grave, é tudo muscular, mas atrapalha no desenvolvimento do ritmo, que já não é lá grande coisa. Corri 5 km em 35 minutos e não doeu nada. Foi bom para o domingo.

Hoje, ao acordar e ver o dia que fazia, com sol e tudo mais, não pensei duas vezes. Vamos correr. Vai ser um bom teste para as pernas e para o pé. Se não doesse, poderia ser um sinal de que as coisas estão melhorando. O dia mais bonito e a pessoa mais disposta, embora com as panturrilhas reclamando, contribuíram para um treino mais fluído.

O começo foi difícil, tanto para o GPS achar o sinal quanto para correr. Fiz quase 6 km em 39 minutos. O detalhe é que no 4º e 5 km acelerei para ver o que ia acontecer. No km 4 corri a 6:16 e o km 5 corri a 5:45. Este 5º km foi de olho no relógio. Quando comecei estava acima de 6. Aí, fui acelerando até onde deu no fim do quilômetro.

Para fazer uma meia em 1h59 preciso correr na média de 5:40 min/km. Não vai ser fácil. Fiz 1:30 de descanso, andando, e corri o restante do treino até em casa. Só que botei na cabeça que só ia parar quando o relógio marcasse no ritmo qualquer coisa abaixo de 5:59 na volta. Estava em 6:16 perto de casa.

Só me restou dar mais uma volta na quadra acelerando para tentar chegar lá. Assim que alcancei 5:58, fiquei satisfeito e encerrei o treino. Dali até em casa foram mais 30 segundos andando e pronto. Dois dias, dois treinos, quase 11 km e 1h14 correndo. Sem dor aparente, apenas aquela sensação de que vai dar problema. Ainda não deu, mas nunca se sabe. Continuo desconfiado, meio sem foco e amanhã com certeza será dia de descanso.

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Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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