Último longo antes da meia


Sábado saiu meu primeiro e último treino longo antes da Meia de Floripa. Como se vê, foi uma ótima preparação. Não foi um treino contínuo. Foi dividido em aquecimento e 15 repetições de 3 minutos, com intervalo de 1 minuto de trote. Todas as repetições idealmente deveriam ser com ritmo médio abaixo do tempo pretendido na meia, no caso sub 2 horas, que dá ali por 5:40 min/km. Ou seja, fui com o objetivo de fazer todas abaixo de 5:40.

As panturrilhas se mostraram mais recuperadas e praticamente não incomodaram. O joelho também não se manifestou. Durante os 12 minutos de aquecimento, em alguns instantes senti alguma coisa de leve, mas passou. O que mais pesou durante os intervalados foi o cansaço. Fazia muito tempo que eu não corri tanto e em um ritmo mais rápido. Ainda que tenha feito todas as parciais abaixo de 5:40, nas últimas repetições estava mais complicado.

Desta vez, como o foco era no ritmo, deixei a tela do Garmin mostrando o ritmo médio. Queria controlar sensação de esforço com ritmo. O primeiro tiro foi o único que fiz sem preocupação total com o relógio. Queria ver quanto sairia para ter uma base do que poderia fazer. Como ele saiu em 5:35, mantive o plano do sub 5:40. Na maioria das repetições, o ritmo sempre foi constante. O que mais aconteceu foi começar mais devagar e ter que buscar no fim.

Teve também, em alguns casos, do ritmo cair no fim. Aí, de olho que estava no relógio, acelerava o passo para não deixar chegar no 5:40. No fim, deu certo e só 2 tiros beliscaram o limite. Fiz 5:39 e em um outro foi a 5:38. Os outros 12 foram abaixo disso. Quanto mais no fim, mais cansado e mais de olho no ritmo ficava. Para a última repetição resolvi acelerar o que dava, para fazer abaixo de 5:30. Foi menos difícil do que imaginei. Saiu um 5:23. Foi um bom treino. Diferente do trote de quinta, não precisei andar.

Se durante tudo ficou dentro da normalidade, restava observar o depois. Era importante nada me incomodar enquanto corria, mas seria muito bom nada doer nas horas e dias seguintes. Logo após o treino, parecia tudo perfeito. As panturrilhas voltaram ao normal. Não sentem mais a corrida. O joelho, porém, ficou meio dolorido. Acredito que exagerei e não descansei. Tinha treino-churrasco com os amigos da corrida. Embora não tenha corrida, andei alguns bons minutos por lá. Isso pode ter me atrapalhado. Depois, ainda achei uma bola e fui brincar no campinho que tinha lá. Dei uns chutes e fiz uns movimentos que uma pessoa que tem o menisco rompido não deveria fazer.

Fiquei com a dúvida de saber se a dor, ainda que não tão intensa, seria nesse mesmo nível se não tivesse andado a mais e brincado com a bola. Até domingo, em alguns momentos sentia mais, outros nem tanto. Esta semana tem três treinos previstos, sendo um deles o trote de sábado, e não sei bem se vou conseguir fazê-los, se vai ser prudente ou não. A situação continua sendo monitorada. Quero correr pelo menos mais um dia para não deixar as pernas entrarem em modo de descanso. Na pior das hipóteses, falta menos de uma semana para a Meia de Floripa. O foco vai ser em completar a prova, tentando o sub 2 horas. Depois, se nada de pior acontecer, pretendo voltar aos treinos menores, aumentando pouco a pouco, dando uma folga ao joelho que já não é mais lá essas coisas.

(Visited 51 times, 1 visits today)

Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *