Tudo é costume

O começo de algo novo ou que você não faz há algum tempo sempre tem reflexos no corpo. No caso da bicicleta, o que mais me incomodou nos primeiros treinos foi a dor na bunda. Estamos acostumados a passar a vida em cadeiras largas e confortáveis. De repente, vem um selim pequeno e desconfortável.

No caso da minha bicicleta, é o que veio junto com ela, antigo, velho, duro, mas é o que a gente tem. O primeiro dia foi o pior de todos. O segundo dia ainda foi ruim. Nos seguintes, ainda incomodava, mas foi acostumando. Nos primeiros dias, sentia mais logo quando sentava no banco e iniciava o pedal. Também sentia um pouco depois de meia hora.

Até enviei uma mensagem para a Mariana perguntando como fazia para a bunda não doer enquanto pedalava, além de procurar no nosso consultor para tudo na vida, o Google. Entre um banco mais confortável, bermuda de ciclismo com almofada e adaptação, fiquei com a última opção, que, inclusive, era a mais barata.

Decidi pedalar e ir enfrentando o desconforto. A cada dia de pedal esse desconforto ia diminuindo. Nos últimos treinos, não me incomoda em mais nada. Chegou a hora que o corpo acostumou. Já não dói a bunda, nem antes, nem durante e nem depois dos treinos. No começo, a gente pensa que nunca vai acostumar, mas é só manter as atividades que o corpo acostuma.

É a mesma coisa com musculação, corrida e outros exercícios. O começo é sempre muito difícil. Movimentos novos em partes que antes estavam bem tranquilas, sem estímulos. Os dias seguintes ao início são doloridos, mas é só não desistir. Se insistir e continuar, é quase certo que você vai se acostumar e nem vai sentir mais nada depois.

Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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