Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis – 16/07/2017


Lá fomos nós para mais uma Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis. 9ª participação no circuito em Florianópolis. Mais uma vez nos 10 km. Fiz a inscrição ainda em abril. Se tivesse feito em julho, certamente teria feito nos 5 km. Até queria alterar, enviei e-mail para a organização, mas constava no regulamento que não era permitido e eles nem fizeram força para tentar. Frustrada a mudança, iria nos 10 km, como sempre tinha ido até então. Meus treinos não me deixam confiante para correr mais forte 10 km. Por isso, preferia os 5 km. Por outro lado, as provas da Track&Field Run Series em Floripa são planas e propícias para correr bem, ainda que o objetivo do recorde pessoal esteja longe.

Retirada de kit

A retirada aconteceu de quinta a sábado na loja da Track&Field no Shopping Iguatemi. Fui logo na quinta-feira com o Eduardo Hanada. No kit atleta, que foi o meu caso, veio a camiseta (muito boa como sempre), a meia (sempre bem-vinda), o número de peito, panfletos de desconto, informativos, uma barrinha de proteína, um gel e a sacola. No kit plus, vinha uma viseira a mais. Já no kit vip, além de tudo já citado, vinha uma camiseta extra, uma lancheira térmica e o acesso à área vip.O chip, como sempre, seria retirado no dia da prova, das 5h30 às 6h30. Não gosto dessa opção de retirar o chip no dia. Obriga a chegar um pouco mais cedo do que talvez quisesse chegar. O chip descartável ou até mesmo no número é muito melhor. Pena que ainda continuem com esse chip retornável.

Estrutura do evento

Além de ser uma prova plana, com largada cedo, ajudando quem quer correr bem, a estrutura é algo que conta muito para não deixar de participar da Track&Field Run Series. Os corredores têm o estacionamento do shopping liberado. Não tem aquela preocupação de chegar mais cedo para pegar lugar, para saber se vai ter vaga. Você sabe que vai chegar e vai ter lugar para estacionar. De graça. Quer dizer, está incluso no preço da inscrição, mas vale a pena. Além do estacionamento, podemos utilizar o banheiro do andar térreo do shopping. Muito melhor do que qualquer banheiro químico.

Na parte de fora do shopping, no pátio, toda a estrutura de sempre estava lá. Painéis e totens para que os corredores tirassem foto, uma tenda onde era possível pegar a foto impressa para quem usava a hashtag do evento (#mytf), área vip, guarda-volumes e tendas das assessorias. Antes da largada, tinha a tenda de entrega de chip. Como largou muito cedo, às 7h, a entrega do chip foi feita no escuro mesmo. O staff estava usando a luz da lanterna do celular para enxergar melhor. As luzes do shopping estava acesas, mas justo as perto da tenda estavam apagadas. Essa tenda, depois da largada, virou o local de entrega da água, frutas e medalhas.

Valor da inscrição

A inscrição não é das mais em conta, ainda mais para correr 5 km e 10 km, mas também não acho um absurdo. Fazendo com antecedência dava para pagar um valor justo por tudo o que a prova entrega. Mesmo no último lote, não é tão caro. No centro do país, principalmente em São Paulo, dificilmente as inscrições mais baratas chegam perto da mais cara no Kit Atleta.

Inscrições: Valor até o dia 17/04/2017
kit Atleta Valor de R$ 89 ,00 – Kit Plus Valor de R$ 119,00 – Kit VIP Valor de R$ 219,00

*1º Virada de lote: Valor De 18/04/2017 a 25/06/2017
kit Atleta Valor de R$ 99,00 – Kit Plus Valor de R$ 129,00 – Kit VIP Valor de R$ 229,00

*2º Virada de lote: De 26/06/2017 a 12/07/2017
kit Atleta Valor de R$ 109,00 – Kit Plus Valor de R$ 139,00 – Kit VIP Valor de R$ 239,00

A corrida

Fui para a Track&Field Run Series de carona com o Eduardo e a Ana. Chegamos lá por volta de 6h20 e fomos direto pegar o chip. Com o chip devidamente colocado, fui ao banheiro para a visita tradicional antes de toda corrida. Como não tinha muitos objetivos de tempo, nem fiz questão de aquecer. Neste corrida, ficou definido que eu ficaria com o câmera e faria a maioria das filmagens da cobertura do evento. Estava aí já uma boa desculpa para caso não conseguisse correr bem.

A largada foi às 7h, como previsto. Os 10 km dão duas voltas no percurso, enquanto 5 km dá uma volta só. Passei no portal com mais de 1 minuto de prova, larguei lá atrás. Fui filmando e correndo em ritmo confortável. O objetivo principal era correr abaixo de 1 hora. Não parecia uma tarefa muito difícil. Fiz duas provas de 10 km este ano, Corrida da Ponte em Curitiba e 10 KM Tribuna em Santos. Em ambas, corri abaixo de 1 hora, mas com mais sofrimento, por estar com os treinos capengas.

Desta vez, apesar dos treinos curtos, venho mantendo uma regularidade. Esperava que fosse conseguir, mas optei por não ficar olhando o ritmo. Deixei o Garmin com a volta automática de 1 km ligada e olhava cada parcial quando ele apitava. Fora isso, apenas corria na sensação de conforto. Essas parciais que me davam uma noção de como estava. Do que senti da corrida, o ritmo quase não se alterava e o relógio mostrou isso. 5:52, 5:47, 5:48, 5:56 e 5:52 nos primeiros 5 km. Sem forçar, sem pensar e sem controlar muito, passei os 5 km dentro da meta.

Ainda tinha a segunda volta, sempre mais chata, repetir o percurso dá uma desanimada. O km 6 demora e o 7º parece que nunca chega. Depois, quando aparece o retorno, as coisas ficam melhores. Por estar gravando e falando no começo da segunda volta, acabei me empolgando, acho, e fiz a melhor parcial da corrida. Saiu um 5:40. Em seguida, 5:54, 5:44, 5:51 e 5:47 no derradeiro quilômetro. Com todas as parciais abaixo de 6 min/km, o sub 1 hora estava garantido. Faltava apenas confirmar na linha de chegada para ver se a corrida teria realmente os 10 km, se teria mais ou se teria menos. Terminei a Track&Field Run Series em 58:01 no tempo oficial da prova.

Não é o tempo dos meus sonhos, mas dentro do que me propus a fazer no prova, atingi o objetivo. Corri o tempo todo segurando a câmera e filmando várias partes, sendo que em algumas delas estava falando. Foi uma corrida muito tranquila e confortável. Sem objetivo de buscar tempo, consegui encaixar um ritmo já no começo e ele se manteve ao longo de todo o percurso. Das 6 corridas que já fiz este ano, foi a que menos sofri. A melhor foi a do Circuito das Estações, mas nela cansei no fim. Nesta, até pelo ritmo mais lento, consegui ser constante e não senti cansaço.

Pós-prova

Depois de chegar, tinha água e um saco com duas bananas e uma maçã. Mais à frente, uma bandeja com água de coco e isotônico. Em seguida, era entregar o chip e receber a medalha genérica de sempre. Pelo menos, desta vez a medalha veio com o nome da etapa e a data da prova. Para quem guarda as medalhas, já é uma informação interessante para se ter. A tenda da massagem estava bem movimentada, assim como a do Instaprint, que imprimia as fotos que utilizavam a hashtag #mytf no Instagram. Tinha também muitas assessorias.

Os amigos

Apesar da prova não estar cheia como em anos anteriores, ainda tinha um número razoável de participantes. Por lá, além do Eduardo e da Ana, que me deram carona, encontrei o Guilherme, o Nilton, a Laura, o Josué, a Anne e mais um monte de gente. É sempre legal esse encontro porque o antes e o depois da corrida não ficam tão monótonas. Temos com quem conversar sobre a vida e dividir as impressões sobre a corrida. Até o durante pode ficar mais divertido, dependendo do ritmo e de quem encontrar pelo caminho. Ao fim da corrida, fui com o Eduardo e da Ana na padaria Big Pan 24 horas, que tem um espaço gourmet que oferece um café bem bom, com diversas opções de comida. É quase sempre nosso ponto de encontro depois de correr. Fazemos a reposição de tudo o que gastamos correndo e mais um pouco (ou muito).

O velho problema da distância

Esta prova tem uma particularidade quanto às distâncias. Por largar na frente do shopping e ter o retorno um pouco antes e não no local da largada, eles acabam priorizando os 10 km. Sendo assim, os 5 km acabam sempre tendo muito a mais do que o recomendável. A prova de 5 km marcar 5,13 km é um pouco demais. A prioridade acaba sendo os 10 km, mas eles sempre erram também.

Todos os relógios que olhei marcaram ou exatamente ou a menos, a maioria a menos. É pouca coisa, entre 9,96 km e 9,99 km, mas não pode dar a menos. Relógio GPS tem que marcar a mais que a distância da prova. O meu marcou exatamente 10,00 km. Se marca exato, algo está errado, já que o GPS não é tão preciso assim. É uma boa referência e esta referência nos mostra que deveria marcar um pouquinho a mais. Em casos específicos, como corridas com túneis, pode acontecer da distância dar a menor sem ter sido, mas em geral tem que ser a mais.

Pelo menos é assim que penso. Você pode dizer que faltar 10 a 30 metros não é nada, mas é a mesma coisa que te entregarem uma pizza com uma fatia mordida. Quem iria gostar? Acredito que o problema dos 10 km se resolveria se o retorno dos 2,5 km e 7,5 km fosse uns metros à frente. Talvez resolvesse. No caso dos 5 km, é mais complicado. Para dar 5, o retorno dos 2,5 km deveria ser antes e aí bagunça os 10 km, que teriam muitos metros a menos. A solução, penso eu, seria parar com essa ideia sem sentido de fazer o retorno da prova na Beira Mar. Deveriam fazer próximo ao portal de largada.

Pode ser que a questão do espaço não permita, mas então eles deveriam alterar o local de largada para a Beira Mar. Não sei se pode ou não, mas se não puder, o ideal seria fazer o retorno perto da largada, de alguma forma. Do contrário, sempre vai acontecer esse erro nas distâncias. Eventualmente, os 10 km terão a distância correta, mas os 5 km vão ficar relegados à distância secundária, meio que desprezada. Uma coisa, porém, precisa ser dita: se a pessoa bate o recorde dos 5 km com esses mais de 100 metros, pode dar os parabéns porque ela foi muito bem!

Considerações finais

Em Florianópolis, a Track&Field Run Series é uma prova que vale a pena ser feita. Aproveitar o lote inicial é sempre uma boa ideia. É um evento organizado, com ótima estrutura, que nos permite usar um amplo estacionamento e um bom banheiro. O percurso plano e a largada cedo colaboram para quem quer tentar correr bem. Outra vantagem é que 8h30 já podemos ir para casa ou talvez até já estejamos em casa. É notável também que é um público diferente, parece mais de academia. Não é um público padrão que vemos nas corridas. Tem esse pequeno problema das distâncias, mas tenho certeza que a maioria das pessoas não se importa e não liga para isso. O DataEnio, porém, sempre fica de olho. Fora isso, é difícil ir na Track&Field Run Series e se arrepender ou não gostar.

Links

Site da prova
Resultados
Blog do Eduardo Hanada

Todas as minhas participações na Track&Field Run Series

12/09/2010 – 54:35
11/09/2011 – 53:04
29/04/2012 – 47:20
02/09/2012 – 50:45
28/04/2013 – 45:46
21/09/2014 – 47:29
27/09/2015 – 48:41
16/10/2016 – 54:04
16/07/2017 – 58:01

Garmin da Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis

Fotos Track&Field Run Series Iguatemi Florianópolis

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Eu e o Guilherme antes da largada

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O Nilton apareceu na foto antes da largada

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Nós com as medalhas

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Nilton, Guilherme e Eduardo

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Garmin

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Kit da prova. Foto: Eduardo Hanada


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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