Testes do fim de semana


O fim de semana foi de alguns testes. Aconteceu um fato raro: corri no sábado e no domingo. Até já tinha feito essa jornada dupla, mas neste último fim de semana foi um pouco diferente. Os dois treinos tiveram seu grau de dificuldade. Sábado, o treino foi mais curto, mas mais intenso: 5 x 3 minutos. No domingo, uma rodagem de 51 minutos.

Em ambos os casos, testei algumas coisas. Depois do ao vivo que fizemos na quinta-feira com a Monja Coen, Daniel de Oliveira e Mônica Peralta, resolvi que ia tentar achar Alpha, a plenitude, correndo. Peguei algumas dicas com a Andressa também e já testei no sábado. Dizem que é fácil, mas não é simples. É mais ou menos por aí.

Esquecer das coisas em volta e focar só em sentir a respiração às vezes não funciona. Basta eu passar na frente do restaurante que tem porção de camarão à milanesa que já dá uma falhada nesse objetivo. No sábado, tive mais sucesso. Consegui focar melhor e notei que o tempo passou mais rápido. Não fiquei olhando o ritmo no relógio. Estou tentando esquecer dele por enquanto e investir na sensação de esforço.

No domingo, além de testar meu estado zen, queria também sentir como é correr com o Fila Kenya Racer 3, que chegou na tarde de sábado. Comprei 2, mas isso é assunto para amanhã. Conversei com a Mari, disse que não ia conseguir pedalar e perguntei quanto ela achava que deveria correr. Não se deve fazer essas perguntas para quem faz a sua planilha. Ela falou entre 50 a 60 minutos leve.

Esperava menos tempo, mas era leve. Não deveria ser tão complicado. Lá fui eu de Fila Kenya e tentando ficar zen. No treino de domingo me distraí muito na corrida. Outros pensamentos apareciam e de vez em quando me perdia no foco. Para auxiliar na tarefa da sensação de esforço, sem preocupar com o tempo, fui com o Garmin tapado. O som estava ligado e apitava a cada quilômetro, mas não tinha como ver. Isso foi bom. Coloquei a foto abaixo para mostrar como foi o treino. Achei uma munhequeira antiga e escondi o relógio.

Nenhum dos dois treinos saiu com um ritmo muito rápido, mas gostei de correr sem ter a noção do ritmo. De repente, pensar em tempo só no dia da corrida seja melhor. Ou talvez nem no dia da corrida. O joelho não reclamou e o tênis passou no primeiro teste. Ficar zen ainda vai mais um tempo, mas seguiremos com as tentativas. Ah, o treino de domingo saiu em 8,75 km em 51:15, ritmo médio de 5:51 min/km. Achei razoável.

Na sensação de esforço


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *