Testando a memória


Sábado foi dia de continuar os treinos. Mais um intervalado. E dessa vez foi para testar a memória. Meu Garmin 10 simples não possibilita programar treinos. Utilizo o lap do relógio para determinar cada intervalo onde tenho que correr ou trotar. Quando vi o treino na planilha fiquei me perguntando como faria para decorar todas aquelas informações. Bastou uma olhada com mais calma para perceber que não seria tão difícil assim fazer tudo o que estava ali. Quer dizer, difícil seria, mas não seria tão ruim de lembrar.

O que estava programado? Aquecimento e lá vem: 2 x 15” + 2 x 30” + 2 x 45” + 2 x 1′ + 1’30” + 2 x 1′ + 2 x 45” + 2 x 30” + 2 x 15”. Depois disso, o trotezinho voltando para casa. Vejam que temos 17 repetições para serem realizadas. Ainda vale dizer que o intervalo entre cada sessão era o tempo do intervalado. Então, se a aceleração era de 15 segundos, o descanso era de 15 segundos trotando e assim por diante.

Apesar de serem muitas repetições, a sistemática não era muito complicada. Fazia 2 vezes o tiro e aumentava 15 segundos para o seguinte, exceto o 1’30”. Quando chegava nele, era só descer. Era um típico treino de pirâmide, que dá para fazer com vários tipos de distâncias e tempos. Com essa lógica no aumento de tempo, não tive grandes problemas em decorar o que fazer no treino. Em casos mais extremos, anoto na mão, mas não foi preciso.

A maior dificuldade foi saber em qual repetição de qual tempo estava. Qualquer distração e poderia fazer 3 vezes de uma ou 1 vez de outra. Sabia o que deveria fazer e o quanto, mas não estava livre de me confundir no meio dos tiros. Afinal, o objetivo era fazer todos o mais rápido possível. Segui o que venho fazendo e fui na sensação de esforço, sem olhar o ritmo no relógio. Falando em memória e relógio, foram 39 voltas no Garmin. Achei até que ia dar mais e que ele não conseguiria armazenar tudo isso, mas passou no teste.

Os piores foram os de 15 segundos. Por ser mais curto, me matava mais. Ele acabava muito rápido e o intervalo era curto igual. Em seguida, já vinha outro de 15 segundos, pouco descanso e mais um de 30 segundos. Foi a sequência que me cansou mais. Era muita coisa. Correr forte, talvez respirar e olhar no relógio se já era o momento de apertar o lap. Falando em respirar, juro que tentei prestar atenção na respiração, mas foram poucos os momentos em que consegui.

Por ser um treino com vários tiros curtos, cansa bastante durante e o tempo passa mais rápido. O treino, com aquecimento de 20 minutos e todas as repetições, teve 42 minutos. Não pareceu que foi tudo isso, mas é tanto corre, trota, corre, trota que os minutos vão passando e a gente nem percebe. O pior intervalado foi o de 1’30”, fiz ele em 5:09. Queria ter ido melhor. Algumas curvas e carros atrapalharam um pouco em determinados momentos. Nem todos os ritmos foram como eu queria, mas no geral ficaram bons.


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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