Terça e quinta


Tenho tentado manter a rotina de correr pelo menos na terça e na quinta nos dias de semana. É quando encaixa melhor. No sábado faço alguma coisa e no domingo tento fazer também. Com isso, mantenho de 3 a 4 treinos de corrida por semana. Como o foco está nas distâncias curtas, acredito que seja um número suficiente. Até porque é muito comum a Mari colocar treinos de intensidade, com estímulos.

Estava treinando terça e quinta à tarde por preguiça de acordar cedo e correr antes de trabalhar. Só que os treinos durante a tarde não rendiam. Quer dizer, alguns até conseguia fazer o que estava proposto, mas me sinto estranho correndo depois do almoço. Para dar tempo da comida assentar precisaria correr quase à noite e aí me dá mais preguiça.

Desde a última semana tentei botar novamente pela manhã os treinos em dia de semana. Acordo uma hora antes do normal, corro e pronto, estou livre para o resto do dia. Como são treinos mais curtos, consigo encaixar nesse intervalo de tempo. Para não ficar com sono durante o dia, programo para dormir mais cedo na segunda e quarta. Até então está funcionando. Com a chegada da primavera e do verão acredito que vai ficar mais fácil continuar.

Por ser apenas dois dias da semana acordando mais cedo, acaba não ficando tão pesado. No fim de semana, acordo quando o corpo quer e consigo equalizar bem a questão das horas de sono. Por sorte, esta semana teve um feriado bem na quinta-feira. Acabei tendo que acordar cedo só na terça. Hoje foi mais tranquilo. Comecei o treino depois das 8 horas.

Vamos falar dos treinos da semana. Terça tinha previsto 3 vezes de 6 minutos e mais 3 vezes de 3 minutos. Comecei o treino um pouco atrasado, às 5h35, mas deu tempo. Segui com o método de não olhar o ritmo. Deixo a tela do Garmin 10 no tempo e na distância e corro na sensação de esforço, tentando encontrar Alpha e tentando prestar atenção na respiração.

Os ritmos não saíram aquela coisa linda que eu gostaria, mas foram razoáveis. Os de 6 minutos ficaram em 5:30, 5:21 e 5:17, uma progressão involuntária bem-vinda. Os de 3 minutos teria que ser um pouquinho mais rápido. Tentei. Saiu 5:06, 5:13 e 4:57. O segundo acabou saindo mais lento, mas compensei no último. Aliás, no último tiro, mudo a tela do Garmin para mostrar o ritmo quando faltam uns 20 segundos para terminar o treino. Vejo o ritmo que estou e tento manter ou melhorar.

Uma coisa legal dos últimos treinos é que o ritmo médio deles tenho conseguido manter abaixo de 6 min/km. É tipo o meu número para evitar a zona de conforto. Abaixo dele faço um mínimo de esforço que parece que faz o treino valer mais a pena. Quando são treinos intervalados relevo um ritmo maior por causa dos intervalos e trotes, mas mesmos eles estão saindo com bom ritmo. O de terça, por exemplo, ficou com 5:48 min/km.

Quinta-feira, feriado, ruas vazias, lá fui eu: 14 repetições de 1 minuto. Um dia foram 10, depois 12 e agora estão em 14. Não sei quando a progressão aritmética da Mari vai parar. Espero que fique por aí. Aqueci, fiz 4 estímulos de uns 15 segundos e comecei a sessão. Novamente, sem olhar o relógio. Como era apenas 1 minuto, fica mais tranquilo de manter um ritmo mais forte durante todo o tempo.

Gostei muito do resultado. Apenas 3 acima de 4:50 e só 1 que foi para 5:00. Este único que destoou bem foi em uma rua que o vento estava contra e optei por fazer menos força. Senti que não tinha sido muito bom. Chegando em casa, olhei o mapa e confirmei que onde achei que tinha diminuído foi quando caiu o ritmo. De resto, todos os intervalados dentro de um padrão. O último foi aquela tentativa de fazer o mais forte possível.

Quando faltavam segundos, alterei para ver o ritmo e fiquei bem feliz de ter visto o ritmo a 4:00 min/km. Foi o estímulo que precisava para manter e acelerar. Só que não tinha mais muito o que fazer. No fim, ficou em 4:01. Queria ter feito abaixo de 4, nem que fosse uma repetição. Não foi possível, mas gostei do treino. Mais um que o ritmo médio ficou abaixo de 6. Foram 7,77 km com ritmo médio de 5:44 min/km.

Terça fiz o treino com o Fila Kenya Racer 3 verde e hoje testei de novo o Fila Kenya Racer 3 cinza. Corri com ele no domingo, uma rodagem leve, mas queria testar nos treinos de tiro. No tênis cinza tive que fazer uma pequena adaptação no cadarço do pé direito para evitar um aperto no peito do pé. De resto, os dois foram aprovados. Vou continuar usando, mas agora revezando com os outros pares de outras marcas para gastar menos e dar estímulos diferentes aos pés.


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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