Tentando entrar no ritmo


No sábado, resolvi fazer meu treino longo de forma um pouco diferente. Seria o treino mais longo da semana e a ideia em princípio seria rodar 1 hora ou alguns minutos a mais. Só para ir acostumando o corpo e a mente que em breve estaremos em meias maratonas.

Como acontece de vez em quando, resolvi mudar o treino para fazer mais um teste pensando na próxima corrida que vou participar, os 5 km da Meia Maratona de São José. São aquelas coisas que vem na minha cabeça e faço pensando que pode ser útil para ter uma base para o dia da corrida.

Decidi fazer 3 km de aquecimento e 5 km mais forte. Em tese, faria mais 2 ou 3 km até voltar para casa em ritmo mais lento. Os 5 km deveria ser o mais próximo possível de 25 minutos. Seria o ideal. A realidade quase sempre nos mostra que a vida não é um conto de fadas, principalmente para quem ainda não está com os treinos em dias.

Os 3 km iniciais saíram tranquilamente. Os 5 km seguintes não foram tão bons, mas ainda assim acho que já está melhor. O 1º km saiu a 5:17, um pouco mais rápido do que pretendia. O cansaço já começou a se manifestar e fiz 5:30, 5:30 e 5:28 nos 3 km seguintes. Foi uma queda que se estabilizou. Ainda estava dentro do meu pensamento de pelo menos ficar no 5:30.

Queria ter feito mais rápido, mas foi o que saiu. Até este 4º km, deixei a tela do Garmin mostrando apenas o tempo e a distância. Foi tudo na sensação de esforço. Para o último quilômetro, deixei a tela mostrando tempo e ritmo da volta. Se não fosse essa mudança, acredito que não faria o 5º km a 5:00.

Digamos que a visualização do ritmo me fez acelerar mais do que minha vontade deixaria. Foi bem no limite. Faltando uns 100 metros, ainda estava acima de 5 min/km. O esforço final quase rendeu um 4:59. O total desses 5 km ficou em 26:45 (5:21 min/km). Não é um tempo ruim, mas já tive dias melhores.

Tendo como base esse tempo, sei que no dia da corrida de 5 km (ESPERAMOS QUE TENHA 5 KM) vou correr, provavelmente, abaixo de 27 minutos. O objetivo é terminar em menos de 25 minutos. Ainda falta um mês e devo fazer mais testes que não indicam muita coisa, mas me ajudam a imaginar o que pode acontecer.


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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