A subida e o vento


Comecei a pedalar e descobri detalhes que antes não faziam muita diferença. Quando somente corria, não notava essas coisas. O título do post mostra os dois exemplos mais claros. As subidas sempre foram um tanto perceptíveis e sofridas na corrida, mas só as mais inclinadas e extensas. Com a bike, porém, até as subidas que ninguém diz que são subidas começaram a ser sentidas.

Nas ruas da cidade, dependendo da direção que se vai, há um leve aclive, que correndo, a pé ou de carro você não percebe. De bike é o contrário. Com a mesma marcha e mesmo esforço fica mais difícil indo para um lado e muito mais fácil indo para o outro. Era uma coisa que nunca tinha me dado conta até então.

Outro fator é o vento. Correndo é uma das coisas que mais atrapalham, principalmente o vento contra, mas não é nada comparado com o que encontro pedalando. Qualquer vento contra já me segura e me obriga a fazer mais força para manter o mesmo ritmo. Claro que acaba cansando mais.

Quando tem muito vento, naquele nível que atrapalha até a corrida, é o pior dos mundos. Se tem treino de tiro na bike, tento sempre fazer a maioria a favor. Aliás, pedalar a favor do vento é uma maravilha. A marcha poderia até ser umas duas vezes mais pesada, de tão fácil que é.

Ontem, por exemplo, tinha muito vento em uma direção da Beira Mar de São José. Em alguns instantes é bem complicado até manter a bike em linha reta. Até no gráfico de ritmo do Garmin deu para notar quando foi contra e a favor do vento. Faz parte das atividades ao ar livre. Prefiro esses pequenos sofrimentos do que ficar correndo ou pedalando dentro de uma academia.


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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