Sofrendo nas subidas


Ainda estou só pedalando e o fim de semana foi basicamente isso: pedalar pelas ruas da cidade. Sábado foi dia de treinos de tiro na bicicleta. Para tentar desenvolver melhor minha velocidade limitada, o local escolhido foi a Beira Mar de São José.

É ali que consigo ter mais espaço em linha reta sem muitos obstáculos. Eventualmente, aparece um pedestre ou uma bicicleta parada, mas a gente desvia e quase sempre não se perde velocidade. Apesar de ser meio chato ficar só na Beira Mar, é o lugar mais seguro e plano que consigo.

No domingo, porém, as ruas estão mais vazias e saio por aí. Estou aproveitando para sempre ir para Coqueiros, que tem uma das faixas da rua separadas para ciclistas e corredores das 8 às 17 horas. Desta vez, escolhi ir pelas ruas de dentro e não pela rua principal.

Foi então que apareceu a primeira subida do dia. Não consegui subir até o fim. Ela era de paralelepípedos e meio inclinada, o que dificultou a minha vida. Parei três vezes no meio do caminho. Em compensação, veio uma descida em que a velocidade foi muito alta. Não sei como esse pessoal do ciclismo tem coragem de fazer mais de 40 km/h de média. Em uma descida a 44 km/h já fiquei todo preocupado, mas felizmente nada de errado aconteceu.

Segui pela rua fechada e não tive mais problemas com as demais subidas. Decidi, então, tentar algo novo e optei por atravessar a ponte. Tem uma passarela embaixo e lá fui eu. Para chegar até ali, tinha mais uma subida. Nem era tão extensa, mas era inclinada. Mesmo sendo em asfalto/cimento, não consegui chegar até o fim. Em determinado momento, não subia mais.

Passada essa fase, pedalar na passarela foi tranquilo. Quando cheguei ao fim, já na ilha, dei umas voltas e retornei. No retorno, mais uma subida. Um pouco maior do que a anterior, mas menos inclinada. Só que ela terminava inclinando demais e aí já viu: não consegui concluir a subida pedalando o tempo inteiro.

Depois, foi tranquilo. Dali até voltar para casa não tive maiores problemas. Já tinha essa certeza, mas confirmei de fato no domingo. Meu problema não é tanto com as subidas em si, mas com a inclinação dessas malditas. No domingo anterior, consegui passar por uma subida muito mais extensa sem grandes problemas. No entanto, ela não era tão inclinada e era no asfalto. Preciso de condições perfeitas para conseguir subir, por enquanto.

O que significa que a subida não pode ser tão inclinada. A extensão não é fundamental, embora quanto maior, mais me canso. Ser de asfalto me ajuda. Paralelepípedos não são os preferidos e atrapalham demais quanto a inclinação é grande. Se for algo dentro da normalidade, atrapalha, mas ainda consigo. Nos dias de semana, as aventuras subindo são menores por causa do movimento nas ruas. No próximo fim de semana deve haver novas tentativas nas subidas que estão pelo caminho.


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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