Ritmo, distância e quase torção


Sexta-feira já foi sinônimo de dia de folga dos treinos, mas atualmente é mais um dia de intervalados. Semana passada, 10 tiros de 400 metros em 2 séries de 5. Hoje, 12 tiros de 400 metros em 3 séries de 4 repetições. Não sei se pelo cansaço acumulado das atividades dos dias anteriores, não rendeu tão bem quanto na sexta passada. Não foi o pior dos ritmos, mas queria ter feito mais rápido.

O objetivo era correr todos abaixo de 2 minutos, mas só consegui no primeiro e no último. Todos os outros foram acima. Tem dia que não encaixa. Como não estava muito a fim de brigar com as vontades alheias, fiz o ritmo mais rápido que dava sem morrer. Antes de começar o tiroteio, teve o aquecimento e 4 acelerações de 50 metros. No aquecimento, para provar que não era dia, antes ainda de ter completado 1 km, não vi que acabava a calçada e virei o pé. Foi uma quase torção, mas o suficiente para deixar o pé um pouco dolorido, principalmente depois do treino.

A culpa foi um pouco minha também. Ainda meio dormindo, decidi que seria uma boa ideia correr na calçada do lado de um prédio em construção. Claro que não era. O terreno irregular deu uma enganada e pisei em falso. Menos falso que só quase caí e não torci o pé. Ficar no quase nesse caso foi o melhor cenário. Acredito que até domingo essa dorzinha no tornozelo vai sumir.

Desta vez, para acompanhar o ritmo de cada tiro, mudei as informações que apareciam na tela do Garmin 10. Sinceramente, não sabia que tinha essa possibilidade, mas ontem antes de dormir resolvi olhar só por curiosidade e desencargo de consciência. Para minha supresa, havia a opção de mostrar na tela o ritmo e a distância. Pena que só tem duas telas para mostrar as informações. Então, optei por deixar uma com o tempo e a distância e a outra com o ritmo e distância, em substituição ao tempo e ritmo.

Comecei o treino com esta tela mostrando o ritmo. Achei que saber isso ia me ajudar, mas como as coisas não estavam rendendo, acabei alterando a tela. Em vez de ficar olhando a do ritmo, coloquei na do tempo. Toda vez que eu olhava, o ritmo estava acima de 5 min/km e eu não conseguia trazer para baixo. Para não desanimar e não ficar vendo o que não queria, alterei. Os ritmos se mantiveram na média, acima do desejado. Só o último que fiz questão de mudar a tela para ver o ritmo e correr abaixo dos 5 min/km.

Mesmo olhando, controlando, sabendo como estava, fazendo força, não foi fácil. Realmente, não era dia. As panturrilhas ainda estava um pouco sentidas do treino duplo de quarta. Amanhã está prevista só pedalar. Novamente, sei que o mínimo de 30 minutos vou fazer, mas cumprir os 120 minutos da planilha parece inviável. O grande plano do sábado é dormir até não poder mais. O cansaço acumulou.

Ontem, por exemplo, cheguei em casa, fui para o pilates, voltei, comi e dormi duas horas. Acordei, vi um pouco do jogo do Grêmio e voltei a dormir. E aí fui direto. Só acordei, meio a contragosto quando o despertador tocou. Poderia continuar dormindo por mais um tempo. No entanto, hoje ainda não era permitido. Qualquer atraso ia retardar o treino e a chegada no trabalho. Felizmente, amanhã é sábado e não tem hora para acordar. Domingo tem mais treino de corrida, mais intervalado. Vamos ver em que estado o corpo chega e o que vai render.


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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