Retorno das duas rodas


O feriado da semana passada veio bem a calhar. Aproveitei a sexta-feira de folga para criar vergonha na cara e encher os pneus da bicicleta. Não pedalava desde julho. Mais do que os pneus vazios, faltava ânimo para sair de casa e pedalar com a bicicleta fazendo uns barulhos estranhos. Não sei se foi o tempo sem usar, mas o fato é que ela não estava mais fazendo esses barulhos desagradáveis na sexta. Enchi os pneus e fiz uma rodagem de meia hora para voltar a me acostumar. Mais de 40 dias sem pedalar tem suas consequências.

Até não desaprendi e não perdi o equilíbrio, mas senti as pernas mais cansadas com 15 minutos de pedalada. E nem era nada muito forte. Era ritmo de passeio. Estímulos diferentes geram efeitos diferentes. Pneu cheio e sem barulho era o que eu precisava para me animar e pedalar novamente.

O treino de domingo pedia 30 minutos de trote e mais 30 minutos de bike. Por causa dos tiros doidos sem fim de sábado, não seria nada além de trote mesmo. Só que tinha como meta pelo menos rodar abaixo de 6 min/km. Nos 2 primeiros km não olhei o relógio, mas a partir do 3º km a cada apito do Garmin, dava uma conferida. Fechei os 30 minutos com ritmo de 5:52 min/km, sendo que o km 3, 4 e 5 ficaram em 5:46, 5:45 e 5:45, bem constante. Foi sem querer e na sensação parecia outro ritmo, mais lento. Tive uma grata surpresa.

A bateria do Garmin estava no fim, mas parecia ser suficiente. O treino de corrida aguentou. Depois teve a bike. Ela já estava piscando. É o momento posterior do aviso de bateria fraca. Não sabia bem quanto tempo ia aguentar, mas saí para pedalar igual. O objetivo era fazer 30 minutos ou até a bateria acabar, o que acontecesse antes.

Pedalei em ritmo de passeio, sem grandes pretensões, reaprendendo a sentir os efeitos da bike. Foi bem tranquilo, dei umas voltas pela cidade e o Garmin aguentou mais 30 minutos. A bateria na tela ficava piscando, mas foi até o fim. Curiosamente, assim que terminei e gravei o treino, a bateria se foi de vez. Parece que estava esperando o treino acabar.

Domingo foi um dia produtivo, portanto. Consegui correr em um ritmo legal, pedalei em seguida e descobri mais ou menos quanto tempo a bateria do Garmin demora para terminar depois que avisa que está fraca. Se tudo der certo e o vento e a preguiça colaborarem, a bicicleta deve voltar a fazer parte da rotina.


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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