Quilômetros iniciais


Quando comecei a correr, como faz todo amador que nunca correu na vida, iniciava meus treinos sempre muito rápido e morria depois. Não tinha cadência nenhuma. Era só acelerar. Aquecer? O que é isso? Só saía correndo e pronto. Depois, a gente vai aprendendo um pouco e começa a dar mais importância para o aquecimento. Antes dos meus treinos para a maratona em 2013, deixava para começar a correr quando chegava na Beira Mar. Andava de casa até lá. É um trajeto de 500, 600 metros pela menor distância.

Nesse tempo, o GPS ia se localizando. Geralmente, quando chegava lá, já tinha sinal e era só correr. Com os treinos da maratona e com volume maior de quilômetros, percebi que perdia muito tempo andando até a Beira Mar. Por que andar até lá se já posso sair correndo de casa? Ainda dava umas voltas a mais pelas ruas da cidade e fazia em torno de 1,5 km. Era basicamente meu aquecimento. Não fazia, não faz e talvez nunca vá fazer sentido andar até determinado local para então começar a correr.

O que faço atualmente é descer na portaria do prédio e ligar o Garmin. Fico ali até ele encontrar o sinal. Sim, ainda sou dependente do GPS. Só começo a correr quando ele encontra o sinal. Na maioria das vezes, demora um ou dois minutos. Nada que me incomode muito. Quando tudo está sincronizado, saio já correndo. Dou umas voltas e quando chego na Beira Mar já fiz praticamente 2 km de treino. Nesse início nem me preocupo com o ritmo. Faço do jeito que dá, usando como aquecimento mesmo. Se for um treino de ritmo, nos quilômetros seguintes corro no ritmo certo.

Além de ser aquecimento, o ritmo nem me preocupa porque assim que o GPS encontra o sinal já começo a correr. Pelo que percebo, o GPS precisa de um tempo para estabilizar o sinal. Durante o primeiro quilômetro e nos minutos iniciais, ele fica muito doido e o percurso às vezes fica descoordenado no mapa. Um dos treinos da semana passada foi assim. Fiz o primeiro quilômetro, de acordo com o Garmin, em 5:28. Conheço um pouquinho meu ritmo para saber que era uma baita mentira aquilo ali. Depois, voltou ao normal.

Nas corridas, como ligo o GPS com certa antecedência, esse tipo de coisa nunca acontece. Acredito que o tempo ligado faz com que o sinal fique mais estável. Posso estar errado, mas é o que parece. Nos treinos, não vejo necessidade de esperar o sinal. Assim que ele se acha, saio correndo. Aí o GPS enlouquece. No fim, fica bom. Uma coisa completa a outra. Uso os primeiros quilômetros como aquecimento em um ritmo tranquilo e o GPS tem tempo para se encontrar e se estabilizar. Abaixo, o treino do primeiro quilômetro louco.


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *