Quando o relógio quase não veio


A segunda está atípica. Acordei bem cedo para pegar o avião e voltar a Florianópolis. Chegando aqui, direto para o trabalho. Depois, almoçar depois das 16h. Tudo meio fora do padrão. O post no blog ficou para mais tarde e o relato da corrida e do que aconteceu no fim de semana fica para amanhã ou quarta.

Vou me ater ao fato que aconteceu hoje no Aeroporto de Congonhas. Cheguei lá com certa antecedência, o que foi até bom, visto que a fila para adentrar na área de embarque estava enorme. Andava normalmente, mas estava bem cheio. Tirei os apetrechos eletrônicos, como celular, relógio GPS e deixei junto com a mochila que passou na esteira.

Passei pelo detector de metais sem problemas. Logo em seguida, fui avisado de que havia sido sorteado para o procedimento aleatório de segurança da ANAC. É a segunda vez que me acontece isso. Desta vez, eu acho que a pessoa que acompanha o raio x viu a medalha ali na mochila e me sorteou. Ou percebeu as roupas todas amontoadas e uns cabos de celular.

Lá fui eu. “O senhor deseja ir para uma sala fechada para evitar constrangimento?” “Não precisa. Se não precisar ficar sem roupa, pode ser aqui mesmo.” Levanta os braços, afasta a perna, abre a mochila, olha aqui, olha ali e está liberado. Assim que me liberou, peguei as coisas, fechei a mochila e saí para ver onde era meu portão de embarque.

Por um momento de sorte, fui olhar as horas para verificar se estava com tempo até o embarque. Em vez de pegar o celular, fiz o movimento para ver as horas no relógio e… CADÊ MEU GARMIN????!!!!! Com a vistoria a mais que sofri, acabei esquecendo o Garmin na bandeja. Geralmente, pego tudo, guardo ou visto e saio. Com essa mudança de rotina, o Garmin acabou ficando. Ele estava na lateral da mochila e acho que pode ter caído.

Voltei para o setor dos detectores e não lembrava direito quem tinha me vistoriado, em qual portão. Usei como referência um restaurante e encontrei. Fui perguntar e a moça disse: “pera aí, vou ver”. Aí, ela chamou uma outra funcionária lá na frente, que estava carregando umas bandejas e perguntou se tinha um relógio ali. A resposta foi afirmativa, seguida de uma pergunta: “qual cor”?

Tinha quase certeza que era o meu. Não podia mais alguém ter esquecido nesse período de alguns minutos um relógio. Falo alguns minutos porque sinceramente não sei o tempo que passou. Acredito que não mais do que 5 minutos. Respondi, então, que era laranja. Assim que disse a cor, ela assentiu com a cabeça, confirmando que era o meu Garmin.

Que felicidade. No caminho da descoberta de estar sem o Garmin até confirmar que ele não tinha sumido para sempre, vim pensando no prejuízo de comprar mais um relógio GPS e dessa vez seria por descuido. Não seria umidade, água ou algum outro defeito. Mais parcelas, mais despesa, seria um final de viagem não muito legal.

Talvez se tivesse demorado mais para me dar conta de que estava sem o relógio, não teria como recuperar. Iria para o achados e perdidos do aeroporto ou alguém teria achado o que perdi. Ou ainda um funcionário corredor acharia. Sei lá. Mais alguns minutos e não veria mais o Garmin 10. Felizmente, deu tudo certo e já fiz o pedal de 30 minutos de segunda com ele.

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Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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