Perdendo as contas


Ontem foi terça e isso significa que tinha treino logo cedo, daqueles intervalados que precisa de uma boa memória para não se perder. Na verdade, depois de ler algumas vezes até não era tão complicado. O treino consistia em 4 vezes de 15 segundos com intervalo de 30 segundos. Depois, 4 vezes de 30 segundos com intervalo também de 30 segundos. Em seguida, um descanso de 1’30” para começar 4 vezes de 45 segundos com intervalo de 45 segundos. Mais um descanso 1’30” e 4 vezes de 1 minuto com intervalo de 1 minuto.

Entre aquecimento, intervalos e fim do treino daria um total de 44 minutos. Como é de manhã e o tempo é mais curto, corto uns minutos do aquecimento e do fim. Reduzi para uns 34 minutos. O GPS do relógio ainda estava meio doido e marcou o 1º km de aquecimento a 4:51. Estava muito errado. Para não ficar com o registro do treino fora da realidade, apaguei a atividade e comecei de novo no Garmin.

Já tinha feito mais de 5 minutos de aquecimento. Por causa disso, no Garmin, ficou 5 minutos de aquecimento. Na verdade, foram pouco mais de 10. Aquecido, comecei os tiroteios. Tentei fazer o máximo de força. Estava me sentindo bem e a temperatura de 16ºC com um ar gelado estava bem convidativa.

Os de 15 segundos passam tão rápido que percebi já estava nos de 30 segundos. Os ritmos no de 15 foram 4:06, 4:10, 4:08 e 4:23. Só este último que destoou um pouco. Os 30 segundos vieram em seguida: 3:52, 4:04, 3:57, 4:03. Foi a melhor sequência. Consegui manter um ritmo bom em todos.

Fiz o descanso programado, mas mudei para 1 minuto. Assim, perdia menos tempo. Nos de 45 segundos, sei lá por que me confundi e acabei fazendo 5 repetições. Na hora não percebi. Só me dei conta de algo poderia estar diferente quando fui começar as repetições de 1 minuto e o tempo projetado não bateu. Em casa que fui descobrir que tinha feito mais um.

É impressionante. A gente nunca erra para menos nos tiros. Sempre a mais. O que são 17 repetições no total para quem ia fazer 16, né? Os ritmos ficaram em 4:17, 4:30, 4:20, 4:20 e 4:14. Já foi um pouco mais devagar, mas pelo menos ficou constante, com uma escapada em 4:30, o pior ritmo do dia. O intervalo de 1’30” virou de 1’15”. Seria também 1 minuto, mas precisei desses 15 segundos para ajeitar o erro da repetição de 45 segundos que fiz a mais. Assim, começaria os tiros aos 22 minutos e não aos 21:45. Fica melhor de controlar com número cheio.

As últimas repetições, de 1 minuto, eram as que pretendia fazer melhor. Era mais tempo correndo e se conseguisse sustentar um ritmo mais rápido mesmo depois dos outros curtos poderia ser um bom sinal. O resultado foi bem satisfatório. Os ritmos ficaram em 4:19, 4:11, 4:21 e 3:53. O último é aquele que você faz força para ser o melhor do dia. Em números absolutos não foi, mas prefiro 1 minuto a 3:53 do que 15 segundos a 3:52.

Vendo todos os ritmos, gostei muito do treino. Das 17 repetições, 3 abaixo de 4 min/km e apenas uma de 4:30 min/km para cima. Além disso, só 4 na casa dos 4:20 min/km. A maioria foi abaixo. Tiros curtos facilitam um ritmo mais rápido, mas ainda não tinha saído nada assim. Espero que isso se reflita um pouco quando aumentar o tempo fazendo força. Mesmo me perdendo nas contas, deu tudo certo.

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Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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