O que esperar da meia?

Domingo é o grande dia. O dia da Meia de Floripa, a única corrida em que participei de todas as edições desde o seu início e para a qual poucas vezes cheguei bem preparado. Ano passado escrevi um texto na sexta-feira, logo antes da meia, falando da falta de preparação, dos poucos treinos, do risco que teria em participar e de que depois dela iria voltar aos treinos com aumento gradual de volume e distância. Vocês podem conferir aqui.

Fosse qualquer outra corrida, nem hesitaria em ficar de fora. Não me importa tanto. Só que a Meia de Floripa é diferente. Corri desde 2011 sempre a principal distância, de 21 km. Foi lá que tudo começou, onde a história de meias teve início. A primeira meia maratona da vida foi a Meia de Floripa. Desde então, já se foram 28 meias, sendo que 6 delas foram na Meia de Floripa. Domingo é o dia da 29ª meia e a 7ª Meia de Floripa.

Mencionei que poucas vezes cheguei bem preparado. O histórico é mais ou menos assim:
2011 – 2:01:15 – primeira meia, qualquer coisa servia, tentei o sub 2 horas, mas não deu.
2012 – 1:46:39 – fiz uma preparação melhor, pensei no sub 1h45 e fiquei um pouco acima.
2013 – 1:55:54 – foi o último treino longo antes da Maratona de Porto Alegre, fiz em ritmo de maratona.
2014 – 1:48:25 – resolvi voltar a treinar mais sério para a prova, mas o sub 1h45 fugiu outra vez.
2015 – 1:42:30 – treinando melhor, saiu o sub 1h45 e quase o recorde pessoal.
2016 – 1:58:55 – poucos treinos, sem saber o que aconteceria, tentei só o sub 2 horas.
2017 – vou descobrir no domingo.

Então, o que esperar da Meia de Floripa? O único objetivo mesmo é correr abaixo de sub 2 horas. Meu breaking 2 pessoal, só quero isso. Sei que as condições estão longe do ideal, mas acredito que é possível. Os últimos treinos não garantem nada, mas já estava correndo melhor. Até metade da prova sei mais ou menos o que pode acontecer e o que me espera. Depois disso, talvez até antes, vou ficar na dependência do joelho e das panturrilhas.

A Meia de Floripa tem suas peculiaridades. Dá para dividir a prova mais ou menos assim: o km 1 é o de ritmo mais lento, devido à multidão que larga junto. Do km 2 ao 3 já é possível encaixar o ritmo, sendo que o km 3 termina na ponte, tem uma subidinha ali. No km 4 é a descida da ponte, o ritmo tende a aumentar. Depois, do km 5 ao km 17 é ir e voltar na Beira Mar Norte. Logo depois do km 4 tem uma subida do elevado Rita Maria, mas não é nada de outro mundo. O km 18 é o grande quebrador de ritmo. Vamos enfrentar a subida do elevado Dias Velho, que seria algo até normal, mas depois vem a subida da Ponte Colombo Salles. Uma parte do km 19 é subindo a ponte e a outra parte é descendo. Depois disso, vem o km 20 e o 21 que são em descida e plano, respectivamente, última tentativa de acelerar.

Pelo menos é assim que divido a prova na minha cabeça. Sei os momentos onde terei como correr melhor e quando o ritmo vai cair. Claro que ainda tem o fator cansaço e dores, mas em princípio vai ser bom de correr do km 4 ao 17. Além disso, vou dividir a prova em 3 blocos de 7 km, para ficar mais fácil controlar o ritmo. Por este motivo, ainda não sei se vou utilizar lap manual ou automático no Garmin. E também se no lap manual vou atualizar a cada quilômetro ou a cada 7 km. Coisas que vou decidir no dia.

Participações na Meia de Floripa:

2011 2:01:15
2012 1:46:39
2013 1:55:54
2014 1:48:25
2015 1:42:30
2016 1:58:55

Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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