O primeiro treino do ano


Ficar 16 dias sem correr tiveram suas consequências. A parte boa foi não ter parado por causa de lesão. Foram outros problemas externos e internos, mas nada relacionado a lesões, o que já era uma coisa positiva. Então, domingo, iniciei meu treino no primeiro dia do ano corrente.

O objetivo era aquele que mencionei sexta-feira: correr pelo menos 30 minutos. Ainda tinha a expectativa de saber como a visão se comportaria. A princípio, nada atrapalhou. Fui de óculos de sol, é claro, e também escolhi as ruas onde pegava menos sol. Domingo já é um dia de ruas vazias. Ficou ainda mais no primeiro dia do ano e eu aproveitei.

Não sei se foram os dias parados ou a empolgação de voltar a correr, mas o 1º km já saiu a 6:03 e acendeu o sinal. Ou melhor, os sinais: o de alerta e o de que OPA, ATÉ QUE ESTOU CORRENDO BEM. O de alerta veio mostrar que poderia dar problema no fim. Afinal, um ritmo muito rápido teria suas consequências, mesmo que no início não parecesse. O segundo sinal veio para mostrar que, apesar de não me sentir correndo solto, o ritmo estava do meu agrado.

A partir dali, a ideia foi acelerar um pouquinho só e manter abaixo de 6 min/km. Não precisava disso, mas esse é um dos meus objetivos em quase todos os treinos: correr abaixo de 6 min/km. O 2º saiu a 5:56, depois a 5:53, um mais sofrido a 5:59 e o 5º km para fechar em 5:52. No geral, foram 5,13 km em 30:31, ritmo médio de 5:57 min/km.

Objetivo atingido, não sem ter problemas no pé. O tempo parado desacostumou os pés, acredito. O ritmo mais rápido para 16 dias sem correr também teve sua contribuição. No final do 4º km já estava sentindo os pés meio queimando. Sabe quando parece que vai fazer bolha? Então, era essa a sensação, mas fazia tanto tempo que não acontecia que não me preocupei muito.

Ainda mais porque iria completar os 30 minutos, não importasse o que acontecesse, excetuados eventuais casos gravíssimos. Terminei e cheguei em casa com alguma dor nos pés. Quando tirei as meias pude conferir o resultado. A sensação era verdade. Foram pequenas, mas incômodas e doloridas bolhas. Acredito que com os dias elas vão parar de doer. Meu próximo treino pretendo fazer só na quarta-feira. Vai dar tempo das coisas melhorarem. Outra coisa que incomodou no pós-treino, mas já era esperado, foram as panturrilhas. Elas voltaram a trabalhar e no primeiro dia ficaram um pouco ressentidas. Daqui a pouco se acostumam de novo.

Utilizei o Adidas Adios Boost 2. Não sei se isso também pode ter influência nos pés. Talvez se fosse com outro tênis mais leve não sofresse tanto. Ou foi o ritmo mesmo. Enfim, podem ter sido várias coisas. Boto mais na conta do tempo parado, porque já corri mais tempo e mais distância e não tive problemas. De qualquer forma, os pés ficaram doloridos e com os treinos sendo mais frequentes eles vão voltar a aguentar o esforço.


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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