No tempo da bateria


Já falei em alguns podcasts, talvez tenha falado em alguns posts também (não lembro), mas corredor que deixa a bateria do GPS acabar durante o treino é um corredor relapso. Se a pessoa gosta de correr com GPS e ter os dados, tem que ter esse cuidado. Se acha que tanto faz, então sair sem GPS é uma opção.

Sei, por exemplo, mais ou menos quanto aguenta o meu Garmin em determinadas situações. Ainda preciso testar mais, mas ontem teve mais uma situação dessa. Saí de casa com a bateria do Garmin com 2 tracinhos. A carga completa é composta de 4 tracinhos. Mas no treino de terça já tinha visto que estava com 1 só. Com o fim do treino e a transferência do treino para o site, ele sempre dá uma carguinha a mais e voltou aos 2.

Sabia que aquilo era temporário e não iria durar. Dito e feito. Na saída de casa, procurando o sinal, já voltou para 1 tracinho. Depois que comecei a correr fiquei sabendo que era 1, mas fajuto. Com 5 minutos de treino, veio o aviso de BATERIA FRACA. Como meu objetivo não era correr muito mais do que 30 minutos, continuei o treino.

Após o aviso, ele ainda fica um tempo com sem nenhum tracinho, mas em seguida começa a piscar, ficando intermitente. Isso é sinal de que a bateria logo vai morrer. Na minha experiência, ele ainda dá mais um aviso de BATERIA FRACA antes de terminar de vez. Por isso, fiz o treino de certa forma tranquilo, mas confesso que levemente apreensivo. Tinha quase certeza que ia dar, mas sempre fica aquela dúvida.

Pois bem. A bateria aguentou todo o resto do treino. Foram 30 minutos. Para ser exato, 30:30 e corri 5,15 km. Ficou até um ritmo médio legal de 5:56 min/km. Foi até engraçado: o ritmo diminuiu a cada quilômetro e nem estava pensando nisso. Mas voltando sobre a bateria. Ela aguentou mais de 25 minutos e mais de 4 km depois do aviso. Mais uma vez, consegui terminar um treino sem terminar a bateria.

A grande questão agora é saber exatamente quanto tempo ela dura. Tenho uma ideia que perto de 25 minutos, talvez 30, ela aguente, mas tenho curiosidade de saber qual distância ela faz. Se ela se influencia só pelo tempo ou se a distância e a velocidade podem ter alguma interferência. Ainda quero testar. O problema é que é bem difícil acontecer essas situações porque tento sempre sair com bateria suficiente para o treino que pensei no dia. Como falei no começo, corredor que deixa a bateria acabar no meio do treino é relapso e isso eu não sou (ainda).


Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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