Meia de Floripa – 12/06/16 16


meia de floripaDomingo frio e gelado. 6ºC às 5h30 e lá fomos nós. Meia de Floripa 2016, a sexta edição desta prova e a minha sexta participação. Devido a problemas no pé e dores, foi uma das meias que fui mais mal preparado. Fiquei praticamente 21 dias parado e retornei dia 15 de maio. De lá até o domingo, foram 29 dias. Destes, 15 foram de treino e 13 de descanso. Os dias de treino foram rodagens leves e sem preocupação com ritmo. Ontem foi o 29º dia. Havia dois objetivos: não sentir dor no pé e correr a Meia de Floripa sub 2 horas, necessariamente nessa ordem.

Estava frio, estava gelado, mas tenho meus princípios, que são não correr de manga comprida e com roupas a mais, só o básico. Tento mantê-los sempre que possível. E como não era frio de matar, tirei toda a roupa extra e fiquei só com a bermuda de compressão e a camiseta. Desta vez, porém, optei por usa luvas. Meu maior problema nas corridas no frio é a mão gelada. Foi uma das melhores escolhas que fiz. Não me arrependi. Quando esquentou ali pelo 5º km, tirei as luvas e quando senti que estavam ficando geladas de novo lá pelo 12º km, coloquei de novo e fui de luvas até o fim da prova.

Um tópico sobre alimentação. Na noite anterior, comi sopa de legumes e carne. Nada de massa. De manhã, um copo de água e vamos para a corrida. Não levei gel nem nada. Durante a prova toda, como tinha bem cara de treino, fiz como faço em todos os treinos. Nada de água ou isotônico. Fiz a Meia de Floripa toda sem tomar água, isotônico ou gel. No pós-prova, peguei um copinho de água e depois estavam distribuindo uma garrafinha de água com um pacotinho de isotônico, que joguei fora na primeira lixeira. Mais à frente, peguei uma maçã. Esta maçã foi minha primeira refeição em 12 horas.

Nas meias maratonas, desde o ano passado, venha adotando a prática de acreditar na organização e na distância da prova. Sendo assim, desativo o auto lap do Garmin, deixo o lap manual. Quando passo pelas placas, aperto o botão. Na Meia de Floripa segui este procedimento. Na tela do Garmin deixo o tempo total da prova e o ritmo da volta. Assim, mesmo quando acontece de uma ou mais placas estarem com distância entre elas de mais de 1 km ou menos (como aconteceu várias vezes na Meia de Floripa), sei o ritmo que estou fazendo e não me preocupo com o número que aparece quando aperto o botão do lap.

No meu GPS, a Meia de Floripa fechou com 21,32 km. Considero bem aceitável. O bom de desligar o lap automático é que não fico vendo que o GPS está marcando, por exemplo, 18,3 km quando passa na placa de 18 km. Com o ritmo médio na tela já consigo ter informação suficiente para saber o tempo aproximado que vou fazer no dia. Não tem aquele desespero de ficar pensando que a distância está errada e que vou ter que correr a mais para compensar os metros além dos 21 km. Vi que passei o km 18 com com 1:40:32 de acordo com a placa da prova, sabia que tinha mais de 18 minutos para correr pouco mais de 3 km e já começo a fazer as contas.

A bem da verdade é que comecei a fazer contas logo que larguei. Aquele plano de correr 5 km abaixo de 25 minutos ficou de lado já no 1º km. Fechei os 5 km em 27:17. Até o km 7 consegui manter um ritmo abaixo de 5:30. O km 7 era um dos pontos em que fazia as contas. Teria que fechar abaixo de 40 minutos para ter uma folga mais para frente. Esses 7 km foram feitos em 38:36, com uns segundinhos que seriam úteis no final. Dali para frente já foi mais sofrido. A falta de treino e o começo mais rápido começaram a cobrar a conta.

Até o km 16 o ritmo variou entre 5:36 e 5:46. Passei o km 14 abaixo da 1h20, que era um dos check points das contas mentais. Foram 14 km em 1:17:53. Foram então, 7 km em 38:36 e os 7 km seguintes em 39:17. Ainda tinha gordura para queimar, mas já estava ficando mais apertado. Um dos problemas de se basear nas placas da prova, é que se a placa do km 12 tiver caída, você não tem como saber quando apertar o lap. Quando vi que já tinha passado mais de 6 minutos, desconfiei que não veria tal placa. Aí entra o ritmo, que é muito importante. Mantive os 5:38 e esperei pela placa do km 13. Ou seja, no lap do meu Garmin falta um quilômetro porque uma das voltas engloba 2 km.

Os últimos 7 km e os metrinhos finais foram feitos em 41:02. Ou seja, foi piorando e se tivesse mais 7 km a coisa não ia prestar. Felizmente, as gordurinhas do início me deixaram confortável para administrar os últimos quilômetros. Tanto foi assim que  na subida da ponte nem me preocupei muito e no km seguinte corri para 6:00. Faltava 1 km e uns metrinhos e meu tempo nos 20 km foi de 1:53:18. Só um desastre ia fazer perder o sub 2 horas. Eram 6:42 para correr o que faltava. Fui controlando o ritmo e mantendo em 5:45, só para chegar dentro do tempo.

Estava bem tranquilo, administrando a vantagem, quando ouço um grito atrás de mim: “acelera, Enio!”. Era o Nilton! Era o estímulo que eu precisava para acelerar e terminar o último quilômetro bem. Foi o mais rápido da prova. Não poderia chegar atrás do Nilton, né? Só que, no tempo líquido, cheguei. Ou seja, fiz força à toa hahaha. Foi bom para ter acelerado, mas o resultado prático foi nenhum. De todo modo, esse sprint final foi útil para garantir até o sub 1h59. Quando já estava chegando no portal, olhei para o relógio e percebi que seria 1h58 alto. Então, desacelerei, quase andei até a chegada, mas não consegui fazer 1:58:59. Seria legal fazer um segundo abaixo de 1h59. O tempo líquido oficial ficou em 1:58:55. Meu segundo maior tempo na Meia de Floripa.

Vocês repararam que ainda não falei da dor no pé? Pois é. Ela não apareceu. Ela tentou, ali pelo km 8. Não sei se foi psicológico, frio ou se realmente foi um sinal. Dali até o km 10 mais ou menos fui mais contido. O que explica também os ritmos mais altos. Mesmo sem ameaça de dor, acredito que seria mais lento mesmo. Já estava ficando cansado. Depois o suposto sinal de dor estabilizou e continuei. Podemos dizer então que a meia foi um sucesso nesse quesito. Sem dor no pé e parece que posso continuar o retorno gradual aos treinos.

No pé não tive nenhuma dor, mas nas panturrilhas… vocês não têm noção de como elas estavam já no 14º km. Essa foi a parte mais sofrida. Estava com um leve desconforto muscular na coxa esquerda por causa dos últimos treinos, mas ela nem incomodou. Outra parte que deu sinal de vida foi o joelho com problema no menisco. A partir do km 17 comecei a sentir mais ele. Eu nem lembrava mais que tinha algo no menisco do joelho esquerdo. Esta meia me fez lembrar. Todos os treinos anteriores foram leves e apareceu do nada uma meia a 5:38 min/km. Que bom que ele só se manifestou no fim. Pode ter sido só o volume. Vou ficar de olho nele nos próximos dias.

Teve cansaço, falta de treino e alguns incômodos no joelho e panturrilhas. A soma disso tudo foi a óbvia desaceleração que você puderam constar mais acima. E no derradeiro quilômetro começou a se formar um pequeno calo na ponta do pé esquerdo. Falta de costume, certamente. Não atrapalhou em nada, mas se fosse uma distância maior poderia causar problemas. No fim, terminei mais com dores musculares, reflexo de uma meia para a qual não estava preparado. O resto parece que deu tudo certo. As perspectivas para o segundo semestre são melhores. A Asics Golden Run DF é a próxima meta, por enquanto.

Para terminar, essa foi minha segunda corrida pisando com o médio pé. Nada de calcanhar. Considerando que não senti a dor no peito do pé, foi um estrondoso sucesso. Durante o resto da semana vou voltar às rodagens leves e não tão longas. Junho vai ser um mês de correr por correr, para reacostumar. Talvez julho também. O foco agora está em novembro e até lá quero fazer as coisas gradativamente, de preferência sem uma meia maratona para aumentar o volume de forma tão acentuada. Parece que agora vai!

Sobre a Meia de Floripa. É uma das melhores e maiores provas de Santa Catarina. Talvez a maior, talvez a melhor. Vale muito a pena fazer. Este ano tinha gente de todos os lugares. Curitiba, Ponta Grossa, Manaus, São Luís, São Paulo. Ainda preciso ver os resultados e os concluintes, mas parece que foi o ano mais cheio. E, diferente de 2014 e 2015, em 2016 fomos premiados com um clima impecável na Meia de Floripa. Estava frio? Sim. Gelado também, mas o sol já estava nascendo quando largamos e foi aquele tipo de corrida que me arrependi muito de não estar bem treinado.

Condições ideais, perfeitas para conseguir um bom tempo e um recorde pessoal. O Eduardo Hanada, por exemplo, conseguiu. Foram segundos, porque com ele só funciona fazer as coisas no limite. Mas está lá o 1:38:22 dele, novo recorde. Se a organização quiser usar imagens de alguma edição para o marketing e para divulgar a Meia de Floripa, este é o ano. Ontem foi o dia! Depois da prova, com o sol, nem se sentia tanto o frio. A arena do evento estava bem legal e desta vez foi possível aproveitá-la na sua totalidade. Quer fazer uma meia maratona em 2017? Vem para a Meia de Floripa! Você não vai se arrepender.

Atualizando as participações na Meia de Floripa que mencionei na sexta-feira:

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2014: 1:48:25
2015: 1:42:30
2016: 1:58:55

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Sobre Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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