Asics Golden Run Brasília – 13/11/2016

asics golden run brasíliaDomingo foi de de correr a Asics Golden Run Brasília, a última etapa do circuito Golden com Asics no nome. A partir de 2017, será apenas o circuito Run Cities, com as mesmas provas deste ano, no Rio, São Paulo e Brasília. Já estava inscrito na prova desde maio, quando nem sabia se ia conseguir correr a Meia de Floripa. Foi um tiro no escuro e acabou dando certo.

Encontrei uma promoção com um bom preço e voo direto e acabei indo na sexta de manhã e voltando só segunda à noite. Claro que ter a hospedagem da minha tia facilitou muito ficar 4 dias em Brasília. Do contrário, ficaria só o fim de semana, muito provavelmente. A promoção me fez viajar pela primeira vez na vida de Avianca e nada tenho a reclamar. O voo de ida, aliás, chegou 15 minutos antes.

Na chegada em Brasília sexta, fui recepcionado pelo nosso amigo ouvinte do podcast Anderson Silva. Anderson foi muito gentil e me deixou incomodá-lo um pouco. Fomos até a retirada de kit no Brasil 21. A expo deste ano achei mais fraca do que no ano passado. Menor e com menos coisas. No entanto, o local ficou muito melhor porque o pessoal podia ir do aeroporto direto lá. O que faltou foi um guarda-volumes, já que tinha muita gente carregando malas e mochilas.

Havia estandes de várias marcas, além da retirada do kit em si. A retirada, tanto na sexta quanto no sábado, foi bem tranquila. Muito fácil e rápida. Esses protocolos de inscrição cm QR Code nunca mais podem deixar de ser usados, a não ser que surja algo melhor e mais moderno. Facilita muito. Inclusive, o cartão de embarque foi via QR Code também. A natureza agradece a nossa economia de papel. O chip vinha no número de peito. Levei na mala as presilhas de pão e nem precisei usar. Chip no número é vida. O kit veio com camiseta, viseira, sacola, número e panfletos. Nada muito recheado, mas com o essencial, até coisas a mais para o meu gosto. A camiseta achei melhor do que a de 2015. Veio também uma toalha, entregue ao fim da prova.

Na sexta à noite comecei meu exagero alimentício na viagem. Comi pizza com minha tia e primos. No sábado, foi um exagero menor, porque comi peixe e batata frita, além de pirão. O problema foi os chocolates da tarde. Comi demais. No domingo, panqueca, peixe, maionese e legumes. A panqueca que foi o grande problema. Foram muitas e o trigo tem um efeito desastroso em mim. À noite, pizza de novo. Só na terça que voltei para a alimentação normal. A balança mostrou a diferença. E o espelho também.

Essa estadia em Brasília foi diferente de todas as outras, principalmente por causa do clima. Das outras vezes, sempre peguei sol e calor, clima abafado. Este ano foi bem diferente. Choveu em todos os dias em que estive em Brasília. Garoa intercalada com chuva forte ou com tempo nublado. Para correr, foi bem melhor. O problema todo é que perto das 8h, ainda com mais da metade da meia por fazer, caiu o mundo. Choveu muito até o fim da Asics Golden Run Brasília.

No começo, você até desvia das poças que ficaram da chuva da madrugada. Só que depois que começou o temporal não teve mais por onde fugir. O tênis, a roupa, tudo estava molhada de todos os jeitos. Era água que vinha de cima, de baixo e dos lados. Precavido que sou, botei os adesivos nos mamilos e não tive problemas. A chuva muita forte atrapalhou um pouco, mas ainda prefiro assim do que com o sol e tempo abafado dos últimos anos.

No domingo, fui para a prova do jeito que sempre vou: em jejum. Durante a meia maratona, não peguei água, isotônico e gel. Do jeito que larguei, continuei. Com tanta chuva, nem precisou de água para refrescar. Contei mais uma vez com a grande ajuda do amigo Danilo Confessor, que me deu carona até o local da largada. Desta vez, ele levou a bicicleta para fazer vídeos e fotos da prova. Pena que o tempo não deixou tirar muito mais fotos, mas ele fez várias bem legais. Sugiro irem no Instagram dele para ver algumas dessas fotos.

Cheguei na Praça do Buriti, local da largada, às 6h. Estava escuro e garoava bem de leve, nem parecia que ia cair o dilúvio que caiu. Deixei a mochila no guarda-volumes, fui ao banheiro e depois fui aquecer um pouco. Nas minhas contas, foram uns 13 minutos aquecendo. No fim do aquecimento, fui encontrado pelo Sairo Santos, com quem já tinha encontrado por acaso no sábado. E no meio da corrida vi o Sairo também. Ele estava lesionado e sem correr há duas semanas. Mesmo assim, fez 1h39. Um dia quero correr machucado e fazer um tempo desse.

Desta vez, algo estranho aconteceu. Eu fui ao banheiro, fiz xixi, mas sempre ficava com uma vontade. Parecia que o tanque nunca estava totalmente vazio. Foi bem inconveniente. Fui 3 vezes ao banheiro antes de alinhar para a largada. Pior: a partir do 3º km me deu vontade de novo. Aí, entrou a parte mental na corrida. Passei por uns 7 banheiros, 6 no eixo (eram 3, mas ida e volta) e um mais para o fim da meia. A cada banheiro eu pensava: no próximo vou parar. Fui me enganando assim até o final. A vontade só passou um pouco, ou eu esqueci dela, não sei bem, quando completei a meia. Pegar medalha e tal acho que me distraiu, mas foi só chegar no banheiro que voltou com tudo.

A minha onda era a primeira, pelotão B, que largava às 7h. Demorei quase 2 minutos até passar o pórtico. O clima estava perfeito e me fez lamentar não estar tão bem preparado. Se estivesse como no ano passado, provavelmente teria chances de fazer um tempo melhor. Como tenho feito nas meias maratonas, desativei o lap automático. Assim, a cada placa marcando o quilômetro, eu apertava o lap do Garmin. Prefiro assim para não afetar o meu psicológico de ver o relógio apitar e a placa demorar a chegar. Prefiro acreditar na medição da prova. Até hoje, sempre deu certo. Sempre dá um pouquinho a mais, o que considero bom e ideal. Na Asics Golden Run Brasília, quase todas as parciais deram bem aproximadas, exceto o quilômetro que passou no túnel. Ali o sinal ficou maluco e a distância deu maior. Deve ser por isso que meu Garmin marcou no fim 21,39 km. Sem esse erro, talvez fechasse com 21,17, bem dentro do que espero.

Sabia que os primeiros 3 km eram em descida. Mesmo assim, não forcei muito. Deixei o corpo ir no ritmo dele, sem pressa. O ritmo variou entre 5:24 e 5:31. O objetivo primário era sub 2h, ou seja, rodar no máximo a 5:40. Cada parcial a menos do que isso eram segundos de vantagem. No km 4, tinha uma leve subida e dali íamos para o eixo descer. Consegui manter o ritmo entre 5:26 e 5:33 até a subida do eixo. No 7º km, decidi forçar um pouco e saiu um 5:09. A partir do km 9 caiu o mundo. MUITA chuva.

Não sei se foi porque este ano estava correndo mais devagar ou o que foi, mas a subida do eixo pareceu bem menos sofrida. Só no 12º km saiu parcial acima de 5:40. Foi 5:43 no 12º km e 5:41 no 13º e 14º km. Sobre estes dois quilômetros, acho que a placa avisando do km 13 deve ter caído porque não a vi. No meu Garmin, ficou uma volta de 2 km. Como uso o ritmo médio na tela junto com o tempo total, não tive maiores problemas. Foi até bom “ganhar” 1 km.

Pretendia fazer o km 7, 14 e 21 os mais fortes, mas com essa falta de placa, fiquei meio perdido no ritmo. Adiei para o km 15, mas nele passamos no Buraco do Tatu, onde, apesar da descida de entrada, temos que pegar duas subidas, além de fazer um retorno de 180 graus em subida. O ritmo caiu e passei o quilômetro com 5:33. Neste ponto que o GPS endoidou e ficou perdido. Ele marcou ritmo médio de 4:37 min/km. Obviamente, estava bem errado.

Desde o km 10 já vinha fazendo as contas. Passei o 15º km em 1:23:02. Ou seja, teria quase 37 minutos para correr 6 km, perfeitamente viável para o ritmo que estava. Até por isso, acredito que mantive o ritmo e não tentei acelerar. A chuva, o esforço, os quilômetros, nada me empolgava muito para aumentar o ritmo. Por outro lado, minha motivação era não deixar o ritmo cair. Poderia não acelerar, mas não queria perder segundos na parte final, que é plana e tem descidas.

Ali pelo km 16, o Leonardo Oliveira, de São Paulo, passou por mim. Conversamos um pouco e corremos algumas centenas de metros. Como ele queria fazer um tempo melhor, acelerou a partir do km 17. Faltou um pouquinho para ele alcançar o objetivo, mas mesmo assim fez um tempo bom. Aqueles metros correndo comigo podem ter influenciado no fim de prova e nesses segundos que faltaram.

No km 18, aproveitei a descida que tinha e tentei acelerar. Saiu um 5:29. O km 16 fiz em 5:40. Consegui ser bem constante na prova, com uma leve queda no ritmo a partir da metade. Nesta parte do percurso, estavam distribuindo esponjas. Desta vez, esponjas secas. A chuva as molhava. Acredito que se fosse um dia quente, elas estariam molhadas. Sobre o km 16, logo depois dele estava distribuindo gel. Os postos de água e de isotônico eram abundantes, não dá para se queixar. Não peguei nada em nenhum lugar, mas quem quis tinha várias opções.

Também não avistei a placa do km 19. Foi mais uma volta no Garmin de 2 km, ritmo médio de 5:37. Nada mal. Faltava só o último quilômetro e alguns metros. Tentei acelerar de novo. Deu mais certo. Fechei a prova com 5:12. O tempo final oficial ficou em 1:56:47. Não foi o melhor tempo da minha nem o tempo dos sonhos. Foi o melhor tempo do ano e o tempo da vida real. Poderia ter feito um pouquinho mais rápido e também poderia ter feito mais devagar. Acredito que consegui manter um ritmo legal para essa prova. Nos últimos metros, busquei fazer pelo menos sub 1h57 porque vi que era possível. Pensava também em ter um tempo melhor do que o 1:58:55 na Meia de Floripa. Não é nada, não é nada, foi o melhor tempo do ano em meias.

No número de peito, tinha um QR Code e no fim da prova era só escanear o código que você era direcionado para o site com o resultado. Outra novidade bem legal. Pode já existir há algum tempo, mas foi a primeira vez que vi. Logo que cheguei em casa vi o resultado oficial. Claro que gostaria de correr mais rápido, mas me preocupava na Asics Golden Run Brasília como meu corpo reagiria. Meu maior longo havia sido de 1h43 e com ritmo de 5:53. Sabia das descidas e também tinha receios dos impactos no pé. Na descida do eixo até senti um pouco, mas logo passou. Acredito que foi mais pelo esforço e pelo ritmo não usual nos treinos. As dores que mais senti foram as musculares, principalmente nas panturrilhas e um pouco nas coxas.

No fim da meia, quase não sentia os pés. Penso que juntou meia e tênis molhados, esforço, dores, tudo em uma coisa só. Pensava apenas em terminar a prova. Foi bem exaustivo, mas nada fora do normal. O que faltou mesmo foram treinos mais intensos no ritmo. O corpo sentiu o cansaço, porém aguentou bem até o fim. O alto volume serviu para alguma coisa. Onde eu tinha medo que pudesse doer, não doeu.

O pós-prova foi meio dolorido. As panturrilhas foram as maiores prejudicadas. Segunda foi impensável correr. A chuva que caiu durante toda minha estadia em Brasília ajudou nisso. Terça já em Floripa também me dei folga. Tem a Meia de Florianópolis domingo que vem e fiquei mais confiante. Ela vai ser mais plana, mas pode ser mais quente. Dependendo de como me recuperar, pode sair algo melhor. A confiança ainda não é aquela de começar a corrida abaixo de 5 min/km, mas quero pelo menos fazer o melhor tempo do ano em Floripa.

Ainda no pós-prova, a arena do evento era praticamente a mesma do ano passado, com espaço vip, para massagens e outros painéis para tirar foto. O que estragou um pouco foi a chuva. Muitas poças, barro e lama, o que acredito fez o pessoal aproveitar menos o lugar. A retirada do guarda-volumes nos ônibus funcionou muito bem. Na chegada, retirávamos a medalha e tínhamos água e isotônico para pegar. Davam também um lanche, com uma banana e um pão com queijo, e uma toalha. A toalha foi o que mais gostei. Felizmente, na chegada, a chuva diminuiu, o que facilitou pelo menos o deslocamento no local. Por lá, encontrei também a Sabine, que voltou a Brasília e melhorou o tempo dela em relação ao ano passado na prova.

Pelos resultados, foram mais de 6 mil concluintes. Uma grande prova com ótima organização. A Asics sai de cena, mas a Iguana continua e nunca fiz provas ruins da Iguana. Acredito que é uma boa pedida caso você pense em correr uma das etapas ou o circuito todo da Run Cities. Vou pensar na ideia. A Asics Golden Run Brasília foi excelente. No dia da prova, nada saiu errado ao meu ver. Podem melhorar a expo, mas como isso é o que menos me importa, não cobro tanto. Prefiro o dia da corrida ser praticamente perfeito. Recomendo muito. Ano que vem, Brasília será dia 12 de novembro.

Resultados, fotos, vídeos e certificados da Asics Golden Run Brasília em http://www.asicsgoldenrun.com/golden-run-bsb/home/.

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Kit da prova
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Certificado

Enio Augusto

Começou a correr em 2008. Não estava acima do peso, mas descobriu que gostava de correr. Parecia simples e fácil. Corre mais por teimosia do que por algum talento natural. Sonha em correr mais rápido e acha que um dia vai chegar lá.

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