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Aquela maratona foi mais dolorosa do que você se lembra

No meio de uma maratona, você tem consciência de todas as dores que sente, todas aquelas dores que nunca sentiu na vida. Mas seis meses depois parece que os maratonistas podem ser bastante esquecidos. Um estudo publicado na Memory pode explicar como corredores mancando e se arrastando no fim de uma maratona passam rapidamente do “nunca mais” para o “quando é a próxima?”. O autor, Przemyslaw Babel, entrevistou 62 corredores na Polônia referente ao nível de dor percebido por eles imediatamente depois de terminar uma maratona. Então, dividiu os participantes em dois grupos, fazendo a mesma pergunta para 32 participantes três meses depois e para 30 participantes seis meses depois.

Os resultados mostram que quanto mais o tempo passa depois da maratona, menos os corredores lembram das dores. “A principal conclusão deste estudo é que a dor sentida por correr uma maratona não é lembrada com precisão”, diz o estudo. “Normalmente, nós pensamos que a dor é apenas fisiológica, mas as pessoas precisam entender que a dor também é uma experiência emocional”, disse Eddie O’Connor, psicólogo esportivo. “Para quem corre maratona, com o passar do tempo, são recriadas na memória os aspectos mais positivos da prova”.

Isso significa que você pode esquecer daquela bolha no km 38, mas nunca vai esquecer da medalha no pescoço enquanto bebe uma cerveja. O autor do estudo chega a mesma conclusão, escrevendo no texto que maratonas são “arautos de um evento feliz”. Neste caso, cruzar a linha de chegada. Estas emoções podem esconder muitas lembranças das dores experimentada na maratona, o que é comprovado pelos dados.

De acordo com os estudos, três meses depois da maratona, os corredores informaram que a corrida havia sido 10% menos dolorosa do que relataram imediatamente após a maratona. Seis depois da maratona, os corredores lembravam de sentir 20% menos dor. O’Connor acredita que esta conclusão pode realmente ajudar os corredores a controlar a dor no meio da sua corrida, não apenas seis depois. Ele disse que se os corredores entenderem que a dor durante o exercício é uma resposta emocional tanto quanto física, eles podem controlá-la de forma mais eficiente

“Você pode tolerar a dor mais se você olhar para ela como um investimento. Uma parte de você tem que querer sentir dor para correr mais rápido ou até mesmo terminar. Se os atletas no meio da corrida puderem passar de um desejo para se sentirem confortáveis e darem significado positivo para dor, então eles podem controlá-la e correr com ela”, disse O’Connor.

Em outras palavras, se você se arrasta nos últimos quilômetros de uma maratona com uma careta no rosto, tente associar a dor com as emoções positivas ao cruzar a linha de chegada. Porque, de acordo com o estudo, isso é exatamente o que você faz seis meses depois, instantes antes de se inscrever para outra maratona.

source url Link da notícia: http://www.runnersworld.com/newswire/that-marathon-was-more-painful-than-you-remember. http://ezeta.com/index.php?option=com_k2

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Por Falar em Corrida
Podcast sobre corridas de rua.
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